PESQUISAS

Pesquisas
Euler Sandeville Jr., fev 2018

Nesta seção você poderá ver um painel/resumo de minhas pesquisas em andamento ou concluídas, orientações realizadas e outras informações sobre pesquisa e extensão de interesse para os trabalhos do Núcleo de Estudos da Paisagem. São três linhas de pesquisa docente indicadas abaixo, com as respectivas pesquisas, que se entrelaçam organicamente com as atividades didáticas. Basicamente, são as mesmas linhas de pesquisa ao longo de toda a minha atividade profissional (desde 1982). São indicadas também o Mestrado, Doutorado e Livre Docência pela estreita relação no processo de construção dos trabalhos reunidos no NEP.

É importante que destaque o vínculo contínuo no meu projeto de conhecimento como um projeto de ensino e o projeto de ensino como um projeto de conhecimento e indagação. A um tempo, são uma mesma construção, percurso, aprofundamento. Permanecem abertos, indeterminados, instáveis, dinâmicos. Em continuada reflexão e reorganização diante de avanços, de amadurecimentos, de impasses, de inquietações, de possibilidades ou sua restrição. Nesse sentido, a própria extensão tem de se ressignificar, para mim, embora possa ter a dimensão de formação e difusão, a extensão é uma experiência tão intensa e criativa como todas as outras. Trata-se, seja no ensino, seja na pesquisa, seja na dita extensão, de criação transitiva do conhecimento, pois não são coisas distintas para um professor. Sã0 todas, sendo ainda a mesma, uma forma de estar no mundo entre outros, de construir relações, de contribuir e aprender.

A organização das pesquisas é plástica e contínua, sim, uma contínua reconstrução do pesquisador diante da aprendizagem e dos meios de realização, levando a uma reelaboração dinâmica e instável dentro das três linhas, que também é inegavelmente duradoura, se observada que já remontam ao início dos anos 1980. É o desdobramento e amadurecimento de um projeto começado lá, na escolha ainda na saída da faculdade por ser professor, e ser professor era indagar o mundo, questionar a cultura contemporânea em suas formas sensíveis e materiais.

Mestrado, Doutorado, Livre Docência

Projetos de Pesquisa e Extensão (2001-2016)

Orientação a pesquisas

Outros Projetos (anteriores a 2001)

 

1. PAISAGEM, CULTURA E PARTICIPAÇÃO SOCIAL: PROCESSOS COLABORATIVOS DE CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTOS E AÇÕES EDUCATIVAS (linha de pesquisa docente, 2001, em curso; veja mais informações em https://nep.arq.br/ especialmente nas seções Espiral, NEP, Paisagens Partilhadas)

As pesquisas e ações se organizam na aprendizagem colaborativa a partir de fundamentos éticos e sensíveis propostos nos princípios e postulações da Espiral da Sensibilidade e do Conhecimento e na formulação de Conceitos e Métodos Participantes no Estudo da Paisagem, da Natureza e da Cidade, a partir da proposição das Paisagens como Experiências Partilhadas e Socialmente Construídas, reconhecendo suas tensões e contradições, evidenciando o drama humano que abrigam em sua dimensão histórica, ecológica e cultural. Tem como objetivo a concepção e participação em Processos Colaborativos de Aprendizagem em Ação para compreensão e transformação das paisagens em que vivemos, sobretudo com comunidades periféricas e escolas públicas.

REPERCUSSÕES. O grupo de pesquisa reúne pesquisadores de diversas áreas de formação que atuam colaborativamente em um programa integrado de trabalho, que envolveu áreas sobretudo em São Paulo, mas também em outras regiões do país e no exterior, resultando em publicações, capítulos dissertações, trabalhos de conclusão e iniciação, e sobretudo em relações dialógicas de construção de conhecimento com parceiros externos. A pesquisa (https://nep.arq.br/) deu origem em 2003 ao Núcleo de Estudos da Paisagem e em 2005 ao grupo de pesquisa Paisagem Cultura e Participação Social e ao Laboratório Espaço Público e Direito à Cidade (LABCIDADE). Contribuiu para a criação de Monumento Natural em Atibaia, de projetos educativos comunitários e de conservação do patrimônio cultural, para a criação do Observatório de Remoções. Desenvolveu o programa Universidade Livre e Colaborativa inicialmente em Atibaia, Brasilândia, Heliópolis, entre outros, e especialmente em Perus, Anhanguera e Jaraguá com moradores, educadores, coletivos culturais e lideranças indígenas da região. Desenvolveu a concepção e criação da legislação urbanística dos Territórios de Interesse da Cultura e da Paisagem entre outros desdobramentos importantes.

PAISAGENS PARTILHADAS, PAISAGENS EDUCATIVAS, PROCESSOS COLABORATIVOS DE CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTOS, PROCESSOS COLABORATIVOS DE SOLUÇÃO DE PROBLEMAS, APRENDIZAGEM EM AÇÃO, POLÍTICAS PÚBLICAS

PESQUISAS DA LINHA

PAISAGENS PARTILHADAS. FASE 1: CONCEITOS E MÉTODOS E PROCESSOS COLABORATIVOS DE APRENDIZAGEM E AÇÃO, 2002-2008.

A pesquisa é a principal expressão da linha de pesquisa docente indicada como Paisagem, Cultura e Participação Social: Paisagens Partilhadas e Paisagens Educativas, desenvolvida no Núcleo de Estudos da Paisagem -NEP (https://nep.arq.br/). O que caracteriza o trabalho é a conexão essencial entre pesquisa e aprendizagem partilhada e colaborativa entre os pesquisadores e na construção de conhecimento com comunidades e escolas públicas, superando a separação entre Ensino, Pesquisa e Extensão no processo acadêmico de construção de conhecimento. Era necessário agora verificar a base empírica da proposição de estudo das paisagens como experiências partilhadas. Com a criação do grupo de pesquisa em 2003 e com o ingresso de pós-graduandos e graduandos no Núcleo a partir de 2004 isso foi possível. Até 2008, além das pesquisas que dão conta de uma ampla aproximação das questões da paisagem, foi possível iniciar uma série de experimentações colaborativas com parceiros externos à universidade associada muitas vezes a experiências didáticas. Envolveu nessa primeira fase estudos em São Paulo em áreas periféricas, no interior e no litoral do Estado de São Paulo e em áreas rurais ou tradicionais no interior do estado de São Paulocom comunidades quilombolas e em outros Estados, com comunidades rurais em Minas Gerais. A pesquisa (https://nep.arq.br/) deu origem em 2003 ao Núcleo de Estudos da Paisagem e em 2005 ao grupo de pesquisa Paisagem Cultura e Participação Social e ao Laboratório Espaço Público e Direito à Cidade (LABCIDADE).

O projeto possui potencial de inovação de produtos, processos ou serviços? Qual o potencial de inovação do projeto? Sim: processos colaborativos de trabalho e tomada de decisão, urbanismo colaborativo de baixo custo, construção de conhecimento através da participação social, processos educativos na paisagem

Participantes: ADFACHI, Poliana (Poliana Adfachi), VAZ, Daniela (Daniela Vaz), SUGUIMOTO, Flavia Tiemi (Flavia Tiemi Suguimoto), PAIVA, Ana Paula (Ana Paula Paiva), ANGILELI, Cecilia Maria de Morais Machado (Cecilia Maria de Morais Machado Angileli), VIEIRA, Rosana (Rosana Vieira), SILVEIRA, Catarina Faria Alves (Catarina Faria Alves Silveira), BERNARDI, Lucia (Lucia Bernardi), SHIDA, Raquel Yumi (Raquel Yumi Shida), RÜSCHE, Roberto (Roberto Rüsche), MORENO, Juliana (Juliana Moreno), LOBO, Janaina (Janaina Lobo)

APRENDIZAGEM SOCIAL PARA A GESTÃO INTEGRADA DOS RECURSOS HÍDRICOS, 2007-2010

Relaciona-se à Política e ao Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo. Centra-se na articulação entre a elaboração de diagnósticos e capacitação para a gestão compartilhada, através de ferramentas de Aprendizagem Social aliadas à negociação, para contribuir com o processo de tomada de decisão compartilhada, interdisciplinar e intersetorial sobre a gestão das águas. Alicerça-se no desenvolvimento de metodologias inovadoras para o diagnóstico socioambiental. (PROCAM USP)PESQUISA FAPESP POLÍTICAS PÚBLICAS:Diagnóstico socioambiental, aprendizagem social e modelos multi-agentes na definição de políticas públicas para a gestão integrada dos recurso hídricos e uso e ocupação do solo-fase I. Este projeto do Laboratório de Análise de Políticas Ambientais – LAPAM vinculado ao PROCAM/USP ressalta a importância de agregação de pesquisadores para pesquisa, reflexão e disseminação de conhecimento sobre políticas ambientais, com enfoque em áreas urbanas, enquanto objetos de estudo complexos. A articulação de pesquisadores em torno de uma proposta de pesquisa-ação é fruto da percepção que o grupo de pesquisadores tem sobre a necessidade de um olhar complexo, interdisciplinar e transversal da em torno. O projeto aborda a articulação entre as instâncias de gestão territorial e de gestão de recursos hídricos, tendo como base de referência a gestão integrada e compartilhada de recursos hídricos no Estado de São Paulo em torno de “situações problema” em três municípios no Estado de São Paulo. Objetivo principal: Desenvolver e aplicar metodologias sociais inovadoras e ferramentas para auxiliar na formulação de políticas públicas integradoras dos recursos hídricos e de uso e ocupação do solo em três municípios do Estado de São Paulo.

O projeto possui potencial de inovação de produtos, processos ou serviços? Qual o potencial de inovação do projeto? Sim: gestão de recursos, gestão baseada em aprendizagem social, diagnóstico ambiental

Participantes (docentes) FRACALANZA, Ana Paula (Ana Paula Fracalanza), RIBEIRO, Wagner da Costa (Wagner da Costa Ribeiro), GUNTHER, Wanda (Wanda Gunther), RAZZOLINI, Maria Tereza Pepe (Maria Tereza Pepe Razzolini), BRANDIMARTE, Ana Lúcia (Ana Lúcia Brandimarte), PORTO, Mônica (Mônica Porto)

PAISAGENS PARTILHADAS. FASE 2: POTENCIALIDADES DA PAISAGEM E PROCESSOS COLABORATIVOS DE APRENDIZAGEM E AÇÃO. 2007-2012

A partir de 2009, era interessante pensar uma nova estratégia de investigação dessa base empírica, que permitisse estabelecer um vínculo e uma cooperação no entendimento da base territorial, o que foi feito adotando-se a Região Metropolitana de São Paulo como área prioritária de estudos do grupo, sendo que a partir de 2009 as frentes de experimentação colaborativa e didática estabeleceram um diálogo crescente com os pesquisadores em suas áreas de pesquisa. Por volta de 2011 os avanços já mostravam o acerto dessa estratégia tanto na dinâmica interna do grupo quanto na discussão da cidade, sugerindo a possibilidade, de fato adotada, de uma maior convergência das pesquisas no grupo, a par de uma maior capacidade de ação do grupo com parceiros externos. Essa estratégia permitiu adotar frentes temáticas de estudo, sendo a que possibilitou uma maior investigação do Núcleo na região de mananciais ao sul, a partir das experiências acumuladas nas disciplinas e nas ações participativas – em especial Atibaia, Pirajussara, Heliópolis, Brasilândia. A adoção de recortes espaciais apoia-se em uma estratégia de construção do conhecimento e da ação institucional do grupo, deixando de ser apenas áreas de aplicação. Trata-se efetivamente de uma estratégia que permite avançar gradualmente os trabalhos. Ao verificar no portal espiral.fau.usp.br ou em https://nep.arq.br/ as áreas em que já foram ou estão sendo desenvolvidas pesquisas e atividades didáticas, tenha em mente que um recorte territorial não é apenas uma área de estudo entre outras. É mais do que uma opção metodológica e distanciada. Decorre de opções vitais, de experiências vividas, de desejos e de possibilidades cognitivas muito ricas, que se realizam no diálogo intenso com outros viventes no mundo, em um crescimento que exige tempo. É um espaço de descoberta da vida. Os estudos e vivências têm possibilitado também compreender, ao menos em alguma medida, interações escalares em um âmbito regional. Destacam-se uma série de projetos com comunidades no Heliópolis, Vila Maria e Brasilândia. De fundamental importância foi a cooperação na Brasilândia em defesa de direitos de população a ser removida pela implantação do Rodoanel. Foram importantes alguns trabalhos institucionais na zona sul, envolvendo grupos de pesquisa da Universidade em torno de questões de gestão ambiental e de compensação ambiental, que foram um estímulo para um grupo de trabalho na região de mananciais na próxima etapa das pesquisas.

O projeto possui potencial de inovação de produtos, processos ou serviços? Qual o potencial de inovação do projeto? Sim: processos colaborativos de trabalho e tomada de decisão, urbanismo colaborativo de baixo custo, legislação urbanística e ambiental, construção de conhecimento através da participação social, processos coletivos de estudo e proteção da natureza, integração de grupos de pesquisa e políticas públicas

Participantes: RADOLL, Gabriella (Gabriella Radoll), VALENTINI, Silvia (Silvia Valentini), NEBESNYJ, Larissa Elize (Larissa Elize Nebesnyj), SIQUEIRA, Rafael (Rafael Siqueira), BROERING, Andréia (Andréia Broering), SOARES, Claudia Cruz (Claudia Cruz Soares), MANFRIM, André (André Manfrim), CONARD, Andrea (Andrea Conard), SANCHEZ, Jose Manuel Muñoz (Jose Manuel Muñoz Sanchez)

PAISAGENS PARTILHADAS. FASE 3: POTENCIALIDADES DA PAISAGEM E UNIVERSIDADE LIVRE E COLABORATIVA. 2010-2014.

Com os trabalhos desenvolvidos em Atibaia, na Brasilândia e no Heliópolis, sobretudo nesses dois com a integração de disciplinas com as pesquisas de Cecilia Angileli e Claudia Cruz, e com trabalhos desenvolvidos com outras Unidades da USP e autônomos com coletivos de cultura centrais e periféricos, sobretudo entre 2008 e 2010, foi possível pensar em uma nova síntese dos trabalhos experimentais do grupo. Em 2011 em decorrência desse processo, e da pareceria inicial com o coletivo Quilombaque e depois com o Projeto Coruja, houve condições de avançar na região de Perus com a ideia da Universidade Livre e Colaborativa. Inicialmente a entendíamos como o oferecimento de disciplinas de graduação e pós organizadas conjuntamente com parceiros externos e ministradas nessas localidades, integradas se possível com pesquisas e projetos de formação de professores, lideranças etc. Novas condições surgiram com os trabalhos realizados com professores, artistas jovens e lideranças de Perus a partir de 2012. Com isso, direcionamos as prioridades de investigação para a região noroeste, definida como região Cantareira/Juqueri/Jaraguá, que estava na origem das intenções do grupo em 2003, mas apenas as pesquisas na Brasilândia haviam prosperado de modo mais significativo com o trabalho de Cecilia Angileli. Os trabalhos na Área de mananciais a partir de 2008 e na região noroeste a partir de 2012, com os antecedentes na Brasilândia que infelizmente não tiveram continuidade, desenham o foco pretendido para o Núcleo de estudos da Paisagem nessa linha de pesquisa. Complementarmente, mantemos um interesse prioritário de pesquisa na região centro-oeste. Desenvolveu o programa Universidade Livre e Colaborativa inicialmente em Atibaia, Brasilândia, Heliópolis, entre outros, e especialmente em Perus, Anhanguera e Jaraguá com moradores, educadores, coletivos culturais e lideranças indígenas da região. Desenvolveu a concepção e criação da legislação urbanística dos Territórios de Interesse da Cultura e da Paisagem entre outros desdobramentos importantes. Principais regiões estudadas, de vivências e ações: APRM Guarapiranga, APA Bororé-Colônia, Interflúvio Guarapiranga/Billings, Ocupação Prestes Maia, Ocupação Mauá, Jardim Pantanal, APA do Tietê, Jacú-Pêssego, Perus, Anhanguera, Jaraguá, Jundiaí, estudos de patrimônio na Ilha de Moçambique (Moçambique). Regiões em projetos integrados de proteção e restauração da natureza em parques de compensação ambiental no Taboão, Embu das Artes, Itapecerica, São Paulo, São Bernardo, Santo André.

O projeto possui potencial de inovação de produtos, processos ou serviços? Qual o potencial de inovação do projeto? Sim: processos colaborativos de trabalho e tomada de decisão, urbanismo colaborativo de baixo custo, legislação urbanística e ambiental, construção de conhecimento através da participação social, processos educativos na paisagem, formação de professores de escolas públicas

Participantes: FURLAN, Sueli Angelo (Sueli Angelo Furlan), RADOLL, Gabriella (Gabriella Radoll), NEBESNYJ, Larissa Elize (Larissa Elize Nebesnyj), SIQUEIRA, Rafael (Rafael Siqueira), MIKETEN, Simone (Simone Miketen), IKEMATSU, Priscila (Priscila Ikematsu), POZO, Henrique (Henrique Pozo), OMAR, Lucia (Lúcia Omar), SALVADOR, Tainá (Tainá Salvador), SANTOS, Letícia Alves dos (Letícia Alves dos Santos), FONTOLAM, Isabella Fernanda (Isabella Fernanda Fontolam), SORÓ, J. (José Soró), BEZERRA, M.H. (Maria Helena Bezerra), BORTOTO, M. (Mario Bortoto), LIMA, P. (Patrícia Lima), CROCHIK, M.M. (Miguel Marques Crochik), FERNANDES, Gabriel de Andrade (Gabriel de Andrade Fernandes), VELLARDI, A. C. (Ana Cristina Vellardi ), BORTOTO, Regina Célia Soares (Regina Célia Soares Bortoto), MATSUNAGA, Melissa K. (Melissa Kikumi Matsunaga), BEZERRA, Marcio (Marcio Bezerra), GINTERS, Isabel (Isabel Ginters), AIELLO, Giovana (Giovana Aiello), CAMPOS, Diego Monteiro Gomes de (Diego Monteiro Gomes de Campos), SOUZA, Daniele Tubino Pante de (Daniele Tubino Pante de Souza)

PAISAGENS PARTILHADAS. FASE 4: PAISAGENS EDUCATIVAS E PROCESSOS COLABORATIVOS DE APRENDIZAGEM. 2017-em curso

A pesquisa é a principal expressão da linha de pesquisa docente indicada como Paisagem, Cultura e Participação Social: Paisagens Partilhadas e Paisagens Educativas, desenvolvida no Núcleo de Estudos da Paisagem -NEP (https://nep.arq.br/). O que caracteriza o trabalho é a conexão essencial entre pesquisa e aprendizagem partilhada e colaborativa entre os pesquisadores e na construção de conhecimento com comunidades e escolas públicas, superando a separação entre Ensino, Pesquisa e Extensão no processo acadêmico de construção de conhecimento. É inevitável a interface, eventualmente propositiva, com instâncias da gestão e das políticas públicas a partir da apreensão crítica das percepções, valorações, modos próprios de construir e significar paisagens das comunidades envolvidas e do conhecimento acadêmico sobre a natureza e a cidade. De natureza fortemente experimental, crítica e colaborativa, os trabalhos, iniciados em 2002, a partir de meados de 2017 estão entrando em uma quarta fase, com as primeiras experimentações e parcerias sendo construídas em 2018 a par da construção em processo da proposta, como caracteriza o Núcleo de Estudos da Paisagem. O novo programa voltado para ações colaborativas em parceria com escolas públicas de interpretação sensível da paisagem natural e urbana e formação de professores em torno dessas questões.

O projeto possui potencial de inovação de produtos, processos ou serviços? Qual o potencial de inovação do projeto? Sim: construção de conhecimento através da participação social, processos educativos na paisagem, projetos de formação de professores de escolas públicas, projetos com escolas públicas de fruição, interpretação e proteção da natureza e da paisagem urbana e de seus processos de transformação e valoração

Participantes: FERNANDES, Gabriel de Andrade (Gabriel de Andrade Fernandes), MEURER, Clara (Clara Meurer), BUENO, Flávia Assumpção de Godoy (Flávia Assumpção de Godoy Bueno), BERTOLINI, Sirlei (Sirlei Bertolini), Miriam Marcolino dos Santos

2. HISTÓRIA DA CULTURA E DA PAISAGEM (ARTE, NATUREZA E CIDADE) (linha de pesquisa docente, 2001-em curso; veja mais informações em https://nep.arq.br/)

Desenvolve estudos de história cultural da natureza, da paisagem, da cidade e dos saberes e processos criativos do projeto do espaço, com foco nos campos da representação e do imaginário, da construção e transformação de significados, valores e comportamentos. Os estudos se dão através de ensaios sobre as representações em documentos diversos em sua construção histórica: narrativas, memórias, relatórios, artes plásticas, música, cinema, literatura, ciências e nas configurações do espaço natural e habitado em sua transformação, inserindo mutuamente cultura e espaço (paisagem). A pesquisa dá continuidade a estudos que tiveram seu primeiro amadurecimento substantivo no mestrado (A Herança da Paisagem, 1985-1993) e especialmente no doutorado (As Sombras da Floresta. Vegetação, Paisagem e Cultura no Brasil, 1994-1999). No entanto, a opção por essa linha de pesquisa como uma forma de indagação do mundo e inspiração para minha pela docência, remonta a 1981. REPERCUSSÕES. Oferecimentos de disciplinas de graduação e pós-graduação apoiadas nas pesquisas desenvolvidas, orientação a graduação, pós-graduação e pós-doutorado, oferecimento de cursos e oficinas para público externo e para escolas e formação de professores da rede pública, realização de exposições, eventos, publicações, sítio de divulgação.

HISTÓRIA DA PAISAGEM, HISTÓRIA DA NATUREZA, HISTÓRIA DA CIDADE, ARTE CULTURA E NATUREZA, CULTURA, COMPORTAMENTO E PAISAGEM

PESQUISAS DA LINHA

ESTUDOS JUDAICO-CRISTÃOS: HISTÓRIA, ESPAÇO E CULTURA, 2017-

São estudos e ensaios temáticos voltados para a compreensão histórica e cultural dos valores, da fé e tradições do judaísmo e do cristianismo em sua longa constituição, porém buscando sua relação com os campos abarcados por interesses da arquitetura e urbanismo, geografia, antropologia e artes. Estuda-se por um lado sua relação com macroarranjos territoriais em que se configuram. Por outro lado, desdobram-se em infinitas experimentações em escalas da paisagem e intraurbanas, colocando em discussão o âmbito da arquitetura, dos jardins e das artes, mas também das estruturas e arranjos urbanos. Temos o espaço e experiência do sagrado e do transcendente, as dimensões da devoção e da adoração, mas também os da organização social e dos modos de viver e conviver no privado e no público, nas comunidades de fé e suas inserções mais amplas. Os recortes cronológicos e espaciais aceitam potencialmente a abrangência secular dos movimentos mais gerais, mas a aproximação exige estudos temáticos e situados que desvelam também o particular, o específico.

ESTUDOS DA CULTURA CONTEMPORÂNEA, 2007-

O que é contemporâneo? O que caracteriza o tempo que vivemos e o diferencia? Qual a duração das permanências e sua transformação? É possível que no contemporâneo residam elementos que não o sejam? Ou é contemporâneo tudo o que em um momento coexiste, transformado em suas raízes difíceis de discernir e embrenhadas em muitas e por vezes longuíssimas camadas de tempo, elas mesmas complexas em suas tecituras? A pesquisa estuda e por vezes contrapõe movimentos contestatórios de inspiração libertária e pacifista, formas de ação política contemporâneas no contexto de mobilidade e reorganizações territoriais, movimentos artísticos de vanguarda e contraculturais em suas relações com a paisagem, a natureza e o ambiente, novas formas comportamentais que se propõem e experienciam de fronteira e ruptura ou conservadoras e suas relações com as dimensões de resistência, assimilação e consumo, estabelecendo uma perspectiva crítica dos processos coletivos contestatórios na sociedade de contemporânea. Diferentes objetos definem diferentes temporalidades. Sucessivos pontos de partida ou retorno definem os estudos, alguns de natureza milenar, mas sempre tendo como um ponto de inflexão o período entre o Iluminismo e o penúltimo quarto do século XIX e o período a partir do final da Segunda Guerra Mundial. Emergem questões subjetivas e sociais intensas, comprometidas com a dimensão coletiva da ética, da justiça, dos afetos; emergem visões da natureza e da sociedade, bem como do sentido da vida na construção de visões de mundo, da história, do devir humano, em um mundo contemporâneo a elas que também é de incompreensão, indiferença e violência, disputa pelo poder político e na construção dos sentidos na tecitura do social e de suas instituições. São disciplinas vinculadas fortemente a esta pesquisa: AUP5883-PAISAGENS CONTEMPORÂNEAS: CONTRACULTURA E RESISTÊNCIA (pós-graduação) e 1601103-1 -CULTURA, PAISAGEM E CIDADE (optativa de graduação).

Participantes: YOSHIZATO, Monica (Monica Yoshizato), FERNANDES, Gabriel de Andrade (Gabriel de Andrade Fernandes)

REPRESENTAÇÕES DA NATUREZA E DO AMOR ENTRE OS SÉCULOS 13 E 19 NA LITERATURA E NAS ARTES, 2006-2009

É um estudo do amor nas artes, na literatura, em especial nas representações dos jardins e da natureza, entre os séculos XIII e XIX. Com base em bibliografia de referência que possibilite uma visão histórica dos documentos e obras selecionados, bem como dos espaços privilegiados, procura-se entender como se construiu a noção moderna de amor, que heranças abriga e encaminha, suas nuances, ambiguidades e amplitude, que relações mantém com a ideia de natureza e de beleza. Espera-se estabelecer uma base crítica que permita a discussão futura da noção de amor contemporânea e dos atuais impactos da tecnologia e das revoluções comportamentais que se estudam no âmbito de uma outra pesquisa que se inicia (Paisagens Vivenciadas da Contracultura à Contemporaneidade, atual Estudos da Cultura Contemporânea). Disciplina fortemente relacionada: FLH5166 PAISAGEM, CIDADE E HISTORIA (desativada)

ARTE, NATUREZA E CIDADE. ESTUDOS EM HISTÓRIA DA CULTURA, DA PAISAGEM E DO PAISAGISMO, 2001-

É um estudo (que teve início na década de 1980) das heranças, sensibilidades e ideários na apreciação e transformação das paisagens, das formas de sua representação e conceituação e na constituição de um campo de atuação profissional designado como paisagismo ou arquitetura da paisagem. Indaga-se sobre a construção histórica da noção moderna de paisagem e natureza e da noção contemporânea de natureza e ambiente, em uma perspectiva crítica dos nexos culturais no processo de sua produção. Pretende-se seu desenvolvimento a partir de abordagens integrativas de diferentes séries documentais (narrativas, memórias, relatórios, artes plásticas, música, cinema, e outras fontes) e da construção do espaço (arquitetura, urbanismo e urbanização, paisagismo) no contexto social, cultural e histórico em que se engendram. Coloca-se em indagação as visões de mundo e significados, bem como os esforços interpretativos, que os diversos sujeitos e projetos mobilizam no âmbito do imaginário e da cultura e nos processos de produção social das paisagens, suas poéticas e formas de subjetivação, apropriação, valoração e gestão. São disciplinas fortemente vinculadas a esta pesquisa na pós-graduação FLH5166 PAISAGEM, CIDADE E HISTORIA (desativada) e 1601107 – HISTÓRIA DA PAISAGEM E DO PAISAGISMO, AUP0665 – ARTE E PROJETO DA PAISAGEM, AUP0673 – PROJETO DE PAISAGISMO E POÉTICAS DO JARDIM, todas optativas na graduação.

Participantes: WU, Anne Sun Na; HARUMI, Evelyn

ESTUDOS BRASILEIROS: PAISAGEM, URBANIZAÇÃO E CULTURA, 2001-

Estuda representações da natureza e do Brasil a partir de ensaios sobre diferentes séries documentais selecionadas (narrativas, memórias, relatórios, artes plásticas, música, cinema, e outras fontes), procurando desvendar os contextos históricos em que são produzidos, o ideário que mobilizam, suas percepções e representações. Embora decorra de estudos ainda na década de 1980, esta pesquisa é um aprofundamento contínuo da tese de Doutorado As Sombras da Floresta. Vegetação, Paisagem e Cultura no Brasil (1994-1999). Essas séries documentais visitadas nos permitem pensar sobre visões de estrangeiros e brasileiros sobre si mesmos e os outros em diferentes momentos históricos, suas paisagens e as “nossas”, colocando em discussão seus projetos e visões sobre seu mundo, o seu tempo. Permitem indagarmos os fluxos culturais e duas mãos entre centros e periferias, hibridismos, processos criativos e de conformação. Permitem pensar historicamente movimentos sociais e culturais urbanos com suas formas de apropriação ou resistência e suas representações. Permitem pensar no tempo tradições eruditas da cultura brasileira e suas explicações e problematizações do país e suas realidades. Permitem pensar a produção cultural e artística conservadora, de vanguarda e popular, questionando suas representações e vínculos. A partir desses nossos interlocutores selecionados, pergunta-se que representações da realidade mobilizaram e quais mobilizamos ao visitá-los; e porque o fazemos. Interessam visões de mundo que afloram nesse processo e nos debates. São disciplinas fortemente vinculadas a esta pesquisa AUP5871 REPRESENTAÇÕES DA NATUREZA E DA CIDADE NO BRASIL e AUH5837 HISTÓRIA DA PAISAGEM BRASILEIRA na pós-graduação e AUH 119- HISTÓRIA DA PAISAGEM BRASILEIRA (optativa de graduação).

Participantes: ARAGAO, Solange de (Solange de Aragão), VELLARDI, A. C. (Ana Cristina Vellardi )

3. LINGUAGEM E METODOLOGIA PROJETUAL

É uma linha de trabalho que visa subsidiar as disciplinas obrigatórias de planejamento e projeto e optativas projetuais. Em sua essência, são estudos reunindo referências, atualização de material de apoio, organização de conteúdos e referências de apoio, elaboração de exercícios didáticos criativos e de apropriação de metodologias. A natureza aplicada desses estudos é um pressuposto do preparo contínuo de disciplinas básicas da formação do Arquiteto e Urbanista na área Paisagem e Ambiente. Novos problemas surgem, configurações de paisagem demandam novas compreensões, e os próprios alunos colocam novas necessidades e dificuldades cuja reflexão e estudo antecedem a organização de programas, exercícios, referências, a organização da disciplina renova-se propondo novos objetos e contextos, novos temas e abordagens.

 

como citar esta página:


SANDEVILLE JR., Euler. “Pesquisas”. Núcleo de Estudos da Paisagem, on line, . São Paulo, 201X. Disponível em https://nucleodeestudosdapaisagem.wordpress.com/pesquisas/ acesso em DIA/MÊS/ANO.

[para citar este artigo conforme normas acadêmicas, copie e cole a referência acima (atualize dia, mês, ano da visita ao sítio)]


núcleo de estudos da paisagem
a natureza e o tempo (o mundo)
uma proposta de euler sandeville

 

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REFERÊNCIAS DA PÁGINA

Figura destacada no topo nesta página: Estante (det.). Foto Euler Sandeville Jr., 2017.

Título: Pesquisas.
Title: Researches

Autor/Author: Euler Sandeville Jr.
Web designer: Euler Sandeville Júnior

Palavra-chave: Pesquisas, Núcleo de Estudos da Paisagem, Universidade de São Paulo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
Keyword: Researches, Center of Landscape Studies, University of São Paulo, Faculty of Architecture and Urbanism