A longa antiguidade dos mundos

A LONGA ANTIGUIDADE DOS MUNDOS
Euler Sandeville Jr.
Junho de 2017 (definição da seção março de 2016)

 

Esta seção cobre o longo período das chamadas Antiguidade Oriental, Clássica, Tardia e Alta Idade Média. Para sua abertura, entretanto, escolhi algumas imagens de um período em tese trabalhado na seção A Aurora na Neblina. Imagens em certo sentido desconcertantes, já que a descoberta no século XIX da arte parietal das cavernas suscitou grandes discussões, porque não se coadunava facilmente, em um primeiro momento, com o pensamento acerca da evolução biológica e sociocultural do homem. Continue Lendo “A longa antiguidade dos mundos”

o bisão na caverna (artefatos e artifícios)

O BISÃO NA CAVERNA (A AURORA NA NEBLINA – ARTEFATOS E ARTIFÍCIOS)
Euler Sandeville Jr.
nova versão 16/06/20171

 

Fig. 1. Foto: Bison antiquus, espécie da América do Norte. “Durante a época posterior Pleistoceno, entre 240 mil e 220 ​​mil anos atrás, Bisonte-da-estepe, migraram da Sibéria para o Alasca. Esta espécie habitou partes do norte da América do Norte durante todo o restante do Pleistoceno. No entanto, Bison priscus foi substituído pelo Bisão-de-cornos-longos, Bison latifrons, e um pouco mais tarde por Bison antiquus. Os maiores B. latifrons parece ter morrido por cerca de 20.000 anos atrás. Em contraste, B. antiquus tornou-se cada vez mais abundante em partes da América do Norte a partir de 18.000 até cerca de 10.000 anos,[2] after which the species appears to have given rise to the living species, Bison bison, após o qual a espécie parece ter dado origem às espécies vivas, Bison bison” (disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Bis%C3%A3o-antigo acesso em 07/05/2016). Por David Monniaux – self photo, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=2939310 acesso em 07/03/2016.

Nesta seção entramos, pela imaginação estimulada por uma informação arduamente construída, na aurora nebulosa dos tempos. É um “lugar” sem respostas finais. A neblina através da qual procuramos entrever esse passado, imenso e longínquo, permanece obscurecendo nossos conhecimentos e certezas. Daí o título desta primeira seção, “A Aurora na Neblina”. É, como parece ser, poético.

Toda discussão sobre as origens tem em seu fundo o questionamento de como viemos a existir, e de como chegamos a ser como somos; no limite, coloca-se qual o sentido – ou ausência de sentido -, de nossa existência. Mas, aqui, reconhecendo essa dimensão das narrativas sobre a(s) origem(ns), o que se busca não é uma indagação ontológica ou existencial da nossa origem. Essa indagação deve ser construída a cada momento, não em um passado que se perdeu da memória senão em fragmentos tênues que nos chegam.

Fig. 3. Portais da consciência. Criação Euler Sandeville Jr., junho de 2011, montagem de fotos do autor sendo a caverna caverna a Gruta do Janelão, Minas Gerais (foto de 2000), e ruínas de edificações do antigo local de laborterapia no Hospital do Juqueri, São Paulo (foto de 2003).

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enxergar o fundo do lago para ver durante a tempestade… (sobre criacionismo e evolucionismo, disputas sobre as origens e o presente)

ENXERGAR O FUNDO DO LAGO PARA VER DURANTE A TEMPESTADE…
(sobre criacionismo e evolucionismo, disputas sobre as origens e o presente)
Euler Sandeville Jr.
Junho de 2017 [1 *notas no fim da página]

Fig 1. Lago no Caraça, MG, foto Euler Sandeville Jr. ago, 2010.

Qual é a origem de nosso mundo e como é a origem dos homens nesse mundo? Continue Lendo “enxergar o fundo do lago para ver durante a tempestade… (sobre criacionismo e evolucionismo, disputas sobre as origens e o presente)”

A aurora na neblina

A AURORA NA NEBLINA
Euler Sandeville Jr.
17/02/2016, atualizado 22/05/2017

“Um povo é como um homem. Quando desaparece, nada mais resta dele, se não tiver tomado o cuidado de deixar sua impressão nas pedras do caminho”.

Com a frase acima Élie Faure, em sua “A Arte Antiga” (1909) [1] , encerra o capítulo que trata da arte paleolítica e neolítica, tempos de testemunhos silenciosos. Continue Lendo “A aurora na neblina”

cosmos: mundos

COSMOS: MUNDOS
por Euler Sandeville Jr.
11/04/2016

 

Latim: Schema huius praemissae divisionis sphaerarum. · Coelum empireum habitaculum dei et omnium electorum · 10 Decimum coelum primu mobile · 9 Nonu coelum cristallinum · 8 Octavum [coelum] firmamentu · 7 Coelu saturni · 6 [Coelu] Iovis · 5 [Coelu] Martis · 4 [Coelu] Solis · 3 [Coelu] Veneris · 2 [Coelu] Mercurii · 1 [Coelu] Lunae
Esquema da referido divisão das esferas. · O Empíreo céu (de fogo), habitação de Deus e de toda os eleitos · 10 Décimo Céu, causa primeira · 9 Nono céu, cristalino · 8 Oitavo céu do firmamento · 7 Céu de Saturno · 6 Jupiter · 5 Marte · 4 Sol · 3 Venus · 2 Mercúrio · 1 Lua
Fonte: Peter Apian, Cosmographia, Antuépia, 1524 (fonte mencionada Edward Grant, “Celestial Orbs in the Latin Middle Ages”, Isis, Vol. 78, No. 2. (Jun., 1987), pp. 152-173.) Disponível em https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Ptolemaicsystem-small.png. Acesso em 30/01/2016.

Simulação do cosmo em bilhões de anos Continue Lendo “cosmos: mundos”

uma linha do tempo

UMA LINHA DO TEMPO
Eular Sandeville Jr.

 

Exemplo de uma linha do tempo tradicional, dando uma ideia de sequenciação linear do tempo e a possibilidade reconfortante de situar eventos em um quadro interpretativo, definindo assim a priori sua significação. Embora possamos discordar de vários aspectos dessa representação, considero interessante para uma visualização da forma tradicional de conceber a história, e de interesse didático para etapas iniciais de estudo ao ajudar a localização temporal e espacial (em alguma medida) do estudante.

Concepção e organização Euler Sandeville (1983, revisado) Continue Lendo “uma linha do tempo”

o dilema de cronos (2016)

O DILEMA DE CRONOS (2016)
Euler Sandeville Jr.
06/03/2016

 

Zeus e Hera, Museu Albertina, Viena (fonte: http://pre09.deviantart.net/05b4/th/pre/i/2006/203/f/6/vienna_statue_by_darkdeutsch.jpg acesso 22/01/2016). Zeus (Ζεύς), era o pai dos deuses e dos homens com a autoridade sobre os deuses olímpicos, após destronar Cronos, seu pai, que havia devorado os filhos e obrigá-lo a vomitá-los.

Templo de Zeus em Olímpia, 2006, Continue Lendo “o dilema de cronos (2016)”