O PARTIDO ARQUITETÔNICO E A CIDADE: AS ESTAÇÕES DE METRÔ DE SÃO PAULO

O PARTIDO ARQUITETÔNICO E A CIDADE: AS ESTAÇÕES DE METRÔ DE SÃO PAULO
Euler Sandeville Jr.

PARTINDO

O partido arquitetônico é o resultado de um processo de decisões que expressa a tensão entre os elementos considerados, a demanda, a personalidade criativa, o domínio construtivo e os valores do arquiteto. A cidade, ao contrário, não é uma obra individual, é construção social, tensa e contraditória, de forças em disputa ou que entram, em algum momento, em sinergia; sempre um processo coletivo e transgeracional.

O partido é a autoria, o controle de um objeto que se insere em um espaço social, coletivo e político, que muitas vezes lhe é estranho, e assim é apropriado, ou percebido e ressignificado por aqueles a quem a obra se destina. Disso resulta um rico campo de contradições e de possibilidades, muitas vezes pouco explorado. Estabelecer a relação projetual e construtiva entre partido (autoral) e cidade (trabalho social e experiência intersubjetiva) apresenta, no mínimo, um campo problemático, de difícil solução, embora potencialmente experimental. Continue Lendo “O PARTIDO ARQUITETÔNICO E A CIDADE: AS ESTAÇÕES DE METRÔ DE SÃO PAULO”