Projeto NEP-FAU/USP e CIEJA/PERUS I: CONSTRUÇÃO DO TERRITÓRIO, TERRITÓRIO VIVIDO

CONSTRUÇÃO DO TERRITÓRIO, TERRITÓRIO VIVIDO
Projeto NEP-FAU/USP e CIEJA/PERUS I

Objetivos e Motivação:

“Construção do Território, Território Vivido” é um programa colaborativo do Núcleo de Estudos da Paisagem (NEP–FAU/USP) e do Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (CIEJA) Perus I, visando uma construção coletiva entre universidade, escola e moradores para potencializar a capacidade interpretativa dos processos urbanos e ambientais. Nesse sentido, esses são os objetivos:

  • Desenvolver a capacidade de repensar a cidade de maneira coletiva;
  • Construir um currículo significativo para a Educação de Jovens e Adultos;
  • Dialogar com os imigrantes haitianos sobre suas condições de vida atualmente no bairro de Perus;
  • Contribuir para compreender os processos e dinâmicas das paisagens e suas formas de apropriação social e pessoal;
  • Colaborar para a fundamentação de atividades e ações pedagógicas tendo a cidade como território educativo.

Festa de Formatura do CIEJA em 2017-12-16, evidenciando o impacto da Instituição.

Procedimentos em curso: Continuar lendo

PUB 2018: TERRITÓRIOS E PAISAGENS EDUCATIVAS: PLANEJAMENTO E PROCESSOS COLABORATIVOS NA PERIFERIA NOROESTE DA CIDADE DE SÃO PAULO.

Territórios e Paisagens Educativas: planejamento e processos colaborativos na periferia noroeste da cidade de São Paulo.

PROGRAMA UNIFICADO DE BOLSAS DE ESTUDO PARA APOIO E FORMAÇÃO DE ESTUDANTES DE GRADUAÇÃO (PUB-USP)

Núcleo de Estudos da Paisagem. Coord. Prof. Dr. Euler Sandeville Jr., FAU USP

  1. Resumo

O projeto visa desenvolver estudos e mapeamentos em escalas locais e regionais nos Distritos de Jaraguá, Anhanguera e Perus, onde o Núcleo de Estudos da Paisagem (NEP) desenvolve desde 2011 atividades integradas de ensino, pesquisa e extensão, dando origem a mestrados, cooperação com escolas, com movimentos e coletivos locais. Os trabalhos já resultaram na criação de instrumento urbanístico, cooperação na defesa de patrimônio histórico na região, nos esforços de regulamentação de terra indígena da aldeia no Jaraguá, sendo que a região inclui ainda importantes parques naturais e urbanos (Jaraguá, Anhanguera, limites da Cantareira, em uma área de vulnerabilidade ecológica), pequenos remanescentes importantes para conectividade entre esses parques, entre outros valores de grande importância. O Distrito de Perus foi o primeiro de São Paulo a ter estudos para os Planos de Bairro, agora previstos como instrumento urbanístico no Plano Diretor Estratégico (PDE) de 2014. A lenta construção do Rodoanel na região e a existência das rodovias Anhanguera e Bandeirantes, bem como da antiga estrada velha de Campinas, jogam um papel importante na estruturação e renovação urbana, trazendo projetos que estão em estudo, de alto impacto socioambiental (NESP S/A – Novo Entreposto de São Paulo, Ferroanel, em outros momentos equipamentos de destinação e tratamento do lixo de grande porte, terminais, projetos de loteamentos e parques lineares etc). O processo de urbanização e a previsão de grandes estruturas tende a ser desencadeador de danos ambientais e agravamento das condições de vida, com poucas compensações socioambientais, em uma região marcada desde os anos 1990 por urbanização de baixa renda e alta vulnerabilidade social.

A partir de 2018 iniciamos uma nova fase de processos colaborativos na região na qual retomamos os estudos em novos formatos e processos. Por um lado, cooperamos com os movimentos em torno da proteção da Fábrica de Cimento Perus, com a aldeia e com o movimento que se reorganiza a partir da experiência anterior para a regulamentação e gestão do Território de Interesse da Cultura e da Paisagem Jaraguá Perus (TICP-JP), criado no Plano Diretor de 2014 no âmbito das ações da Universidade Livre e Colaborativa desenvolvido pelo NEP em colaboração com movimentos, moradores e professores da região. Nessa nova fase, focamos em: 1) buscar relações de cooperação técnica e científica na construção desse Território e seu planejamento ambiental e urbano, especialmente com movimentos e órgãos públicos; 2) iniciamos um programa – “Construção do Território, Território Vivido” com o Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (CIEJA) Perus I (são cerca de 1300 alunos matriculados, dos quais 350 são imigrantes haitianos), aprovado no Projeto Político Pedagógico (PPP ) da unidade e pela Diretoria Regional de Educação Pirituba/Jaraguá, (DRE-PJ); 3) organizamos um grupo de estudos acadêmicos com ênfase em processos ambientais, educativos e culturais (em seu sentido antropológico) com pesquisadores em diálogo com essas comunidades e advindos também das escolas e movimentos da região. Continuar lendo

UNIVERSIDADE LIVRE E COLABORATIVA EM PERUS: UMA EXPERIÊNCIA DIDÁTICO-PEDAGÓGICA DE APRENDIZAGEM COLABORATIVA

UNIVERSIDADE LIVRE E COLABORATIVA EM PERUS: UMA EXPERIÊNCIA DIDÁTICO-PEDAGÓGICA DE APRENDIZAGEM COLABORATIVA

Euler Sandeville Jr.,  Gabriel de Andrade Fernandes, Regina Célia Soares Bortoto

a origem do programa

O programa Universidade Livre e Colaborativa iniciou-se em 2011, a partir do encontro do Núcleo de Estudos da Paisagem (NEP) do LABCIDADE (FAU USP) com lideranças sociais, artistas e professores no bairro de Perus, em especial a Comunidade Cultural Quilombaque e o coletivo de educação Coruja, gerando atividades experimentais didático-pedagógicas, de enfrentamentos e busca de soluções de questões urbanas e sociais na região. Tanto o NEP, quanto os grupos parceiros em Perus, vinham de um acúmulo de experiências anteriores de articulação entre universidade e comunidade, o que permitiu gerar um programa de trabalho novo, de uma abrangência maior do que fora possível até então, denominado Universidade Livre e Colaborativa.

Figura 1: Programa Universidade Livre e Colaborativa, NEP USP / Quilombaque / Coruja. Aula integrada graduação, pós-graduação, moradores, março de 2013.

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PROGRAMA UNIVERSIDADE LIVRE E COLABORATIVA

PROGRAMA UNIVERSIDADE LIVRE E COLABORATIVA: Processos Colaborativos de construção do conhecimento e Aprendizagem em Ação (2003-2012; 2012-2015)
Euler Sandeville Jr., fev 2018

O Programa valoriza a capacidade interpretativa dos processos urbanos e ambientais relacionando escalas regionais e locais, acompanhando políticas públicas, realizando estudos de percepção e de memória da paisagem com moradores, estudos de conectividade ambiental urbana, estudos colaborativos de potencialidades de paisagem. Trata-se de uma pesquisa exploratória que se entrelaça com outras pesquisas docentes, suas atividades didáticas e de orientação, constituindo uma base empírica de aplicação e diálogo.

Esses estudos e os processos colaborativos acima indicados estão presentes Continuar lendo