MUNDUS NOVUS (cerca do século 12 ao 18)

A NATUREZA E O TEMPO (MAPA DO CONTEÚDO DA SEÇÃO)
Euler Sandeville

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A paisagem natural tropical e sua apropriação para o turismo

A PAISAGEM NATURAL TROPICAL E SUA APROPRIAÇÃO PARA O TURISMO
Euler Sandeville Jr.
Pubicado em 2002 (cf. referência no final da página)

RESUMO
O capítulo A paisagem natural tropical e sua apropriação para o turismo contribui para elucidar significados da ‘natureza tropical enquanto elaboração da cultura, em uma perspectiva histórica. Discute mudanças de pensamento e comportamento frente à natureza na passagem do século, alertando para aspectos ideológicos das atuais formas de sua apropriação simbólica, sobretudo enquanto componente do produto turístico. A mercantilização da paisagem e de imagens da natureza subjuga seu caráter anárquico e selvagem, padronizando e institucionalizando sua vivência e comportamentos perante ela. O capítulo foi escrito com base em minha Tese de Doutoramento “As Sombras da Floresta. Vegetação, Paisagem e Cultura no Brasil” (SANDEVILLE JR. 1999)

O ano de 1492, com a rendição de Granada, simbolizou o fim do domínio mouro na Europa. Nesse mesmo ano partiu a expedição de Cristóvão Colombo para as Índias, após mais de dez anos de tentativas e descréditos. Continue Lendo “A paisagem natural tropical e sua apropriação para o turismo”

visões artísticas da cidade e a gênese da paisagem contemporânea

VISÕES ARTÍSTICAS DA CIDADE E A GÊNESE DA PAISAGEM CONTEMPORÂNEA
Euler Sandeville Jr.
Versão inicial 2011. Publicado em 2013, ano 2012 (veja referência no final desta página)
Tema transversal (XVI-XX)

 

apresentação

Há várias abordagens para interpretar a cidade. Podemos pensá-la como morfologia e tipologia (SOLÁ- MORALES I RUBIÓ 1997, PANERAI et al. 1983), como dinâmicas ambientais (SPIRN 1995, HOUGH 2004), como estruturas urbanas que suportam as mais diversas práticas para produção, circulação e consumo (VILLAÇA 2001, LEFEBVRE 2001), como espaços da vida, da intersubjetividade e espaços de poder (CALDEIRA 1984, VOGEL e SANTOS 1985), como normatização e regulamentação (MEIRELLES 1981), como história (SICA 1981, BENEVOLO 1983), como espaços de transgressão (DÉBORD 1999) e assim por diante. Esses recortes temáticos revelam intencionalidades e posicionamentos que são espaciais, sociais, políticos, e se desdobram na seleção de procedimentos interpretativos e descritivos.

Mas a dimensão sensível da cidade, e da paisagem (CAUQUELIN 2007), aninha-se existencial em sua arquitetura, nos seus espaços lúdicos, nos espaços de convivência e trabalho, nas práticas que os geram para neles se abrigarem, transformando-os. Essa arquitetura da cidade não é apenas visualidade e funcionalidade, nem é apenas economia e política; é experiência, é significada no vivido. O sentido da cidade se dá em suas práticas, nas heranças que abrigam, nas temporalidades em que se constrói a paisagem como lugar, obra histórica e social coletiva, e como múltiplas formas de estar com outros e consigo mesmo (SANDEVILLE JR. 2004, 2005, 2010). É sempre uma cidade que poderia ter sido outra, geralmente melhor em sua qualidade, resultante de nosso trabalho e de nossas decisões. É, portanto, também uma cidade em gestação, que ainda pode ser outra.

alguns aspectos da nossa cidade-arte sensível: fragmentos paisagísticos da paisagem Continue Lendo “visões artísticas da cidade e a gênese da paisagem contemporânea”

antiguidade moderna

MUNDUS NOVUS
Euler Sandeville Jr.
Junho de 2017 (definição da seção março de 2016)

Esta página é a abertura da seção que cobre algo em torno da Baixa Idade Média e da Era Moderna, um conceito que encontramos em Le Goff como “Longa Idade Média”. Na seção Cronos indicamos restrições e razões de uso dessas periodizações para estruturar este sítio. Como imagens de abertura desta seção, ofereço-lhes três cenas de almoço muito sofisticadas, reproduzidas abaixo.

A primeira, dos irmãos Limbourg (Herman, Paul, e Jean, todos falecidos com menos de 30 anos em 1416, juntamente com Jean de Berry) integra o extraordinário Les très riches heures du duc de Berry (literalmente, As muito ricas horas do Duque Jean de Berry). O Duque (1340-1416) era filho do rei João II e irmão de Carlos V da França, de Luis I de Nápoles (Duque de Anjou, 1339-1384) e de Filipe II (Duque de Borgonha, 1342-1404). Depois dos irmãos Limbourg trabalharam também no livro Jean Colombe (1430-1493) e possivelmente Barthélemy van Eyck (c. 1420-posterior a 1470). Continue Lendo “antiguidade moderna”

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