TOLSTOI, Liev. My religion. translated by Huntington Smith. 1889

TOLSTOI, Liev. My religion. translated by Huntington Smith. London: Walter Scott, 24 Warmick Lane Paternoster Row, 1889 [1885 1 ed.]


Translator’s Preface

TO one not familiar with the Russian language the accessible data relative to the external life of Leo Nikolaevich Tolstoi, the author of this book, are, to say the least, not voluminous. His name does not appear in that heterogeneous record of celebrities known as The Men of the Time, nor is it to be found in M. Vapereau’s comprehensive Dictionnaire des Contemporains. And yet Count Leo Tolstoi is acknowledged by competent critics to be a man of extraordinary genius, who, certainly in one instance, has produced a masterpiece of literature which will continue to rank with the great artistic productions of this age. Continue Lendo “TOLSTOI, Liev. My religion. translated by Huntington Smith. 1889”

LEV TOLSTOI COMO ESPELHO DA REVOLUÇÃO RUSSA: LÊNIN, 1908

LEV TOLSTOI COMO ESPELHO DA REVOLUÇÃO RUSSA
V. I. Lénine
Publicado no Jornal Proletári nº 35 de 11 (24) de Setembro de 1908.

 

Veja considerações de Tolstoi: TOSLTOI, Liev. Sobre a revolução. In Tolstói. A insubimissão e outros excritos. Org e trad. Plínio Augusto Coelho. Cotia, SP: Ateliê editorial; Editora Imaginário, 2010, pag. 71 a 80. Disponível em espanhol aqui

 

O confronto do nome do grande artista com a revolução, que ele claramente não compreendeu, da qual ele claramente se afastou, pode à primeira vista parecer estranho e artificial. E não se pode chamar espelho àquilo que à evidência não reflecte correctamente os fenómenos. Mas a nossa revolução é um fenómeno extraordinariamente complexo; entre a massa daqueles que directamente a realizam e nela participam há muitos elementos sociais que claramente também não compreenderam o que se passa, que também se afastaram das verdadeiras tarefas históricas que a marcha dos acontecimentos lhes colocava. E se temos perante nós um artista realmente grande, então ele deve ter reflectido nas suas obras pelo menos alguns dos aspectos essenciais da revolução. A imprensa russa legal, repleta de artigos, cartas e notas a propósito dos 80 anos de Tolstói, no que menos está interessada é na análise das suas obras do ponto de vista do carácter da revolução russa e das suas forças motoras. Toda esta imprensa está repleta até à náusea de hipocrisia, de hipocrisia de dois tipos: oficial e liberal. A primeira é a hipocrisia grosseira dos escrevinhadores venais que ontem eram obrigados a atacar L. Tolstói e hoje a descobrir nele o patriotismo e a observar o decoro perante a Europa. Que os escrevinhadores deste tipo são pagos pelos seus escritos toda a gente o sabe, e eles não podem enganar ninguém. Muito mais refinada e por isso muito mais prejudicial e perigosa é a hipocrisia liberal. A dar ouvidos aos Balalaikine democratas-constitucionalistas do Retch (1), a sua simpatia por Tolstói é a mais completa e a mais ardente. De facto, a declamação calculada e as frases empoladas sobre o «grande buscador de Deus» não passam de uma completa falsidade, porque o liberal russo nem acredita no Deus de Tolstói nem simpatiza com a crítica de Tolstói ao regime existente. Ele junta-se a um nome popular para aumentar o seu capital político, para se fazer passar pelo chefe da oposição nacional, esforça-se por abafar com o trovão e o estrépito das frases a necessidade de uma resposta directa e clara à pergunta: em que se manifestam as contradições gritantes do «tolstoísmo», quais os defeitos e debilidades da nossa revolução que elas exprimem? Continue Lendo “LEV TOLSTOI COMO ESPELHO DA REVOLUÇÃO RUSSA: LÊNIN, 1908”

O SOCIALISMO E A RELIGIÃO: LÊNIN, 1905

O SOCIALISMO E A RELIGIÃO
LÊNIN
3 de Dezembro de 1905

 

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Material de referência histórica para complemento da aula que tem foco no ideário de Tolstói (veja a posição de Tostói em Sobre a revolução). O texto “O Socialismo e a Religião” de Vladimir Ilitch Ulianov, que adotou o pseudônimo de Lênin, não expressa minhas opiniões, ao contrário, embora houvesse de fato uma relação espúria entre a Igreja Russa e o Estado, como em outros momentos, sua radicalidade é intolerante e fundamentalista em relação à religião e a visão materialista que para ele definia a existência. Uma postura entretanto mais ponderada é adotada por Lênin em sua crítica ao ideário de Tolstói em Lev Tolstoi como Espelho da Revolução Russa). De um modo geral, os textos de apoio não são disponibilizados por expressarem muinha opinião, pois não o expressam, mas, neste caso, devo destacar minha necessária divergência com a proposição de Lênin. O valor histórico do material entretanto é indubitável. No início da década de 1900 a agitação política e as contradições sociais e políticas eram intensas na Rússia, levando ao que ficou conhecido como “Domingo Sangrento”, de 9 de janeiro de 1905. Dois principais partidos disputavam o ideário revolucionário nessa década, representando duas tendências conceituais e visões de ação política. Os Sociais-Democratas (SD), de vinculação marxista, vendo portanto os operários urbanos como classe revolucionária e os Socialistas Revolucionários (SR) que entendiam a industrialização um fenômeno estranho à sociedade russa e viam os camponeses como a classe revolucionária. O debate conceitual e ideológico entre essas duas correntes era intenso. este é o sentido do POSDR (Partido Operário Social-Democrata Russo) ao qual Lênin se vinculava e propunha uma organização centralizadora e autoritária. Continue Lendo “O SOCIALISMO E A RELIGIÃO: LÊNIN, 1905”

LIEV TOLSTOI: SOBRE LA REVOLUCIÓN [1904]

SOBRE LA REVOLUCIÓN [1] [1904]

No hay peor sordo que el que no quiere oír. Los revolucionarios dicen que su actividad tiene por objeto la destrucción del tiránico estado actual de las cosas que oprime y deprava a los hombres. Pero, para aniquilar-le hay que contar de antemano con los medios; tener cuando menos una probabilidad de que ha de lograrse dicha destrucción, y no hay el menor riesgo de que esto pueda suceder. Los gobiernos existen; desde hace mucho tiempo conocen a sus enemigos y los peligros que les amenazan, y por esta razón toman las medidas que hacen imposible la destrucción del estado de cosas por medio del cual se mantienen. Y los motivos y los medios que para esto tienen los gobiernos son los mas fuertes que pueden existir: el instinto de conservación y el ejército disciplinado. Continue Lendo “LIEV TOLSTOI: SOBRE LA REVOLUCIÓN [1904]”

DECLARAÇÃO DAS POSTURAS ADOTADAS PELA CONVENÇÃO DE PAZ, 1838

DECLARAÇÃO DAS POSTURAS ADOTADAS PELA CONVENÇÃO DE PAZ, 1838
Society for the Establishment of Peace among Men (Sociedade para a promoção da paz entre os homens) redigida por William Lloyd Garrison

 

Nós abaixo assinados consideramos como nosso dever a nós mesmos, à causa que amamos, ao país em que vivemos, publicar uma declaração que expresse os propósitos que ansiamos alcançar e as medidas que adotaremos para levar adiante a obra da reforma pacífica universal. Continue Lendo “DECLARAÇÃO DAS POSTURAS ADOTADAS PELA CONVENÇÃO DE PAZ, 1838”