LINHA DE PESQUISA E AÇÃO: HISTÓRIA DA CULTURA E DA PAISAGEM

HISTÓRIA DA CULTURA E DA PAISAGEM (ARTE, NATUREZA E CIDADE) (linha de pesquisa docente, 2001-em curso)

Corresponde à linha de pesquisa e ação do NEP: História da Cultura e da Paisagem: Representações e Poéticas

Desenvolve estudos de história cultural da natureza, da paisagem, da cidade e dos saberes e processos criativos do projeto do espaço, com foco nos campos da representação e do imaginário, da construção e transformação de significados, valores e comportamentos. Os estudos se dão através de ensaios sobre as representações em documentos diversos em sua construção histórica: narrativas, memórias, relatórios, artes plásticas, música, cinema, literatura, ciências e nas configurações do espaço natural e habitado em sua transformação, inserindo mutuamente cultura e espaço (paisagem). A pesquisa dá continuidade a estudos que tiveram seu primeiro amadurecimento substantivo no mestrado (A Herança da Paisagem, 1985-1993) e especialmente no doutorado (As Sombras da Floresta. Vegetação, Paisagem e Cultura no Brasil, 1994-1999). No entanto, a opção por essa linha de pesquisa como uma forma de indagação do mundo e inspiração para minha pela docência, remonta a 1981. REPERCUSSÕES. Oferecimentos de disciplinas de graduação e pós-graduação apoiadas nas pesquisas desenvolvidas, orientação a graduação, pós-graduação e pós-doutorado, oferecimento de cursos e oficinas para público externo e para escolas e formação de professores da rede pública, realização de exposições, eventos, publicações, sítio de divulgação.

HISTÓRIA DA PAISAGEM, HISTÓRIA DA NATUREZA, HISTÓRIA DA CIDADE, ARTE CULTURA E NATUREZA, CULTURA, COMPORTAMENTO E PAISAGEM

PESQUISAS DA LINHA

ESTUDOS JUDAICO-CRISTÃOS: HISTÓRIA, ESPAÇO E CULTURA, 2017-

São estudos e ensaios temáticos voltados para a compreensão histórica e cultural dos valores, da fé e tradições do judaísmo e do cristianismo em sua longa constituição, porém buscando sua relação com os campos abarcados por interesses da arquitetura e urbanismo, geografia, antropologia e artes. Estuda-se por um lado sua relação com macroarranjos territoriais em que se configuram. Por outro lado, desdobram-se em infinitas experimentações em escalas da paisagem e intraurbanas, colocando em discussão o âmbito da arquitetura, dos jardins e das artes, mas também das estruturas e arranjos urbanos. Temos o espaço e experiência do sagrado e do transcendente, as dimensões da devoção e da adoração, mas também os da organização social e dos modos de viver e conviver no privado e no público, nas comunidades de fé e suas inserções mais amplas. Os recortes cronológicos e espaciais aceitam potencialmente a abrangência secular dos movimentos mais gerais, mas a aproximação exige estudos temáticos e situados que desvelam também o particular, o específico.

ESTUDOS DA CULTURA CONTEMPORÂNEA, 2007-

O que é contemporâneo? O que caracteriza o tempo que vivemos e o diferencia? Qual a duração das permanências e sua transformação? É possível que no contemporâneo residam elementos que não o sejam? Ou é contemporâneo tudo o que em um momento coexiste, transformado em suas raízes difíceis de discernir e embrenhadas em muitas e por vezes longuíssimas camadas de tempo, elas mesmas complexas em suas tecituras? A pesquisa estuda e por vezes contrapõe movimentos contestatórios de inspiração libertária e pacifista, formas de ação política contemporâneas no contexto de mobilidade e reorganizações territoriais, movimentos artísticos de vanguarda e contraculturais em suas relações com a paisagem, a natureza e o ambiente, novas formas comportamentais que se propõem e experienciam de fronteira e ruptura ou conservadoras e suas relações com as dimensões de resistência, assimilação e consumo, estabelecendo uma perspectiva crítica dos processos coletivos contestatórios na sociedade de contemporânea. Diferentes objetos definem diferentes temporalidades. Sucessivos pontos de partida ou retorno definem os estudos, alguns de natureza milenar, mas sempre tendo como um ponto de inflexão o período entre o Iluminismo e o penúltimo quarto do século XIX e o período a partir do final da Segunda Guerra Mundial. Emergem questões subjetivas e sociais intensas, comprometidas com a dimensão coletiva da ética, da justiça, dos afetos; emergem visões da natureza e da sociedade, bem como do sentido da vida na construção de visões de mundo, da história, do devir humano, em um mundo contemporâneo a elas que também é de incompreensão, indiferença e violência, disputa pelo poder político e na construção dos sentidos na tecitura do social e de suas instituições. São disciplinas vinculadas fortemente a esta pesquisa: AUP5883-PAISAGENS CONTEMPORÂNEAS: CONTRACULTURA E RESISTÊNCIA (pós-graduação) e 1601103-1 -CULTURA, PAISAGEM E CIDADE (optativa de graduação).

Participantes: YOSHIZATO, Monica (Monica Yoshizato), FERNANDES, Gabriel de Andrade (Gabriel de Andrade Fernandes)

REPRESENTAÇÕES DA NATUREZA E DO AMOR ENTRE OS SÉCULOS 13 E 19 NA LITERATURA E NAS ARTES, 2006-2009

É um estudo do amor nas artes, na literatura, em especial nas representações dos jardins e da natureza, entre os séculos XIII e XIX. Com base em bibliografia de referência que possibilite uma visão histórica dos documentos e obras selecionados, bem como dos espaços privilegiados, procura-se entender como se construiu a noção moderna de amor, que heranças abriga e encaminha, suas nuances, ambiguidades e amplitude, que relações mantém com a ideia de natureza e de beleza. Espera-se estabelecer uma base crítica que permita a discussão futura da noção de amor contemporânea e dos atuais impactos da tecnologia e das revoluções comportamentais que se estudam no âmbito de uma outra pesquisa que se inicia (Paisagens Vivenciadas da Contracultura à Contemporaneidade, atual Estudos da Cultura Contemporânea). Disciplina fortemente relacionada: FLH5166 PAISAGEM, CIDADE E HISTORIA (desativada)

ARTE, NATUREZA E CIDADE. ESTUDOS EM HISTÓRIA DA CULTURA, DA PAISAGEM E DO PAISAGISMO, 2001-

É um estudo (que teve início na década de 1980) das heranças, sensibilidades e ideários na apreciação e transformação das paisagens, das formas de sua representação e conceituação e na constituição de um campo de atuação profissional designado como paisagismo ou arquitetura da paisagem. Indaga-se sobre a construção histórica da noção moderna de paisagem e natureza e da noção contemporânea de natureza e ambiente, em uma perspectiva crítica dos nexos culturais no processo de sua produção. Pretende-se seu desenvolvimento a partir de abordagens integrativas de diferentes séries documentais (narrativas, memórias, relatórios, artes plásticas, música, cinema, e outras fontes) e da construção do espaço (arquitetura, urbanismo e urbanização, paisagismo) no contexto social, cultural e histórico em que se engendram. Coloca-se em indagação as visões de mundo e significados, bem como os esforços interpretativos, que os diversos sujeitos e projetos mobilizam no âmbito do imaginário e da cultura e nos processos de produção social das paisagens, suas poéticas e formas de subjetivação, apropriação, valoração e gestão. São disciplinas fortemente vinculadas a esta pesquisa na pós-graduação FLH5166 PAISAGEM, CIDADE E HISTORIA (desativada) e 1601107 – HISTÓRIA DA PAISAGEM E DO PAISAGISMO, AUP0665 – ARTE E PROJETO DA PAISAGEM, AUP0673 – PROJETO DE PAISAGISMO E POÉTICAS DO JARDIM, todas optativas na graduação.

Participantes: WU, Anne Sun Na; HARUMI, Evelyn

ESTUDOS BRASILEIROS: PAISAGEM, URBANIZAÇÃO E CULTURA, 2001-

Estuda representações da natureza e do Brasil a partir de ensaios sobre diferentes séries documentais selecionadas (narrativas, memórias, relatórios, artes plásticas, música, cinema, e outras fontes), procurando desvendar os contextos históricos em que são produzidos, o ideário que mobilizam, suas percepções e representações. Embora decorra de estudos ainda na década de 1980, esta pesquisa é um aprofundamento contínuo da tese de Doutorado As Sombras da Floresta. Vegetação, Paisagem e Cultura no Brasil (1994-1999). Essas séries documentais visitadas nos permitem pensar sobre visões de estrangeiros e brasileiros sobre si mesmos e os outros em diferentes momentos históricos, suas paisagens e as “nossas”, colocando em discussão seus projetos e visões sobre seu mundo, o seu tempo. Permitem indagarmos os fluxos culturais e duas mãos entre centros e periferias, hibridismos, processos criativos e de conformação. Permitem pensar historicamente movimentos sociais e culturais urbanos com suas formas de apropriação ou resistência e suas representações. Permitem pensar no tempo tradições eruditas da cultura brasileira e suas explicações e problematizações do país e suas realidades. Permitem pensar a produção cultural e artística conservadora, de vanguarda e popular, questionando suas representações e vínculos. A partir desses nossos interlocutores selecionados, pergunta-se que representações da realidade mobilizaram e quais mobilizamos ao visitá-los; e porque o fazemos. Interessam visões de mundo que afloram nesse processo e nos debates. São disciplinas fortemente vinculadas a esta pesquisa AUP5871 REPRESENTAÇÕES DA NATUREZA E DA CIDADE NO BRASIL e AUH5837 HISTÓRIA DA PAISAGEM BRASILEIRA na pós-graduação e AUH 119- HISTÓRIA DA PAISAGEM BRASILEIRA (optativa de graduação).

Participantes: ARAGAO, Solange de (Solange de Aragão), VELLARDI, A. C. (Ana Cristina Vellardi )

 

 

para citar este artigo:


SANDEVILLE JR., Euler. “Linha de Pesquisa e Ação: História da Cultura e da Paisagem”. Núcleo de Estudos da Paisagem, on line, 2017. Disponível em https://nep.arq.br/2018/03/15/linha-de-pesquisa-e-acao-historia-da-cultura-e-da-paisagem/ acesso em XX/XX/201X.

[para citar este artigo conforme normas acadêmicas, copie e cole a referência acima (atualize dia, mês, ano da visita ao sítio)]


núcleo de estudos da paisagem
a natureza e o tempo (o mundo)
uma proposta de euler sandeville

 

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Autor: euler

Euler Sandeville Jr.

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