breve advertência sobre os períodos que organizam a navegação neste sítio e suas datações de referência

BREVE ADVERTÊNCIA SOBRE OS PERÍODOS QUE ORGANIZAM A NAVEGAÇÃO NESTE SÍTIO E SUAS DATAÇÕES DE REFERÊNCIA
Euler Sandeville Jr.
versão inicial 18/03/2016. Última atualização: 06/03/2017. Revisão importante em 25/02/2018

 

Ninguém no seu juízo pensaria que uma data, por mais relevante que seja na vida das pessoas ou das nações, por si mesma, demarcasse como uma linha de fronteira processos distintos da história. Da mesma forma as periodizações. No entanto, devemos reconhecer, são um recurso poderoso para criar significação no tempo. Por sua longa e continuada repetição passamos a organizar o conhecimento a partir de períodos que tendem assim a nos parecer naturais – renascimento, modernidade, etc. Mas não são, a história não foi assim, este é o modo como organizamos suas narrativas e nossa compreensão.

Por vezes, esses períodos, repetidos desde cedo em nosso aprendizado do mundo e do tempo, acabam nos parecendo naturais, verdades. Ganham autonomia sobre aquilo a que se referem: nos dizem não só o que deve ser olhado e lembrado, e o que não deve ser olhado ou deve ser esquecido, mas também o como devem ser olhados esses objetos de lembrança, ou de esquecimento. Toda periodização Continue Lendo “breve advertência sobre os períodos que organizam a navegação neste sítio e suas datações de referência”

bibliografia citada na seção

BIBLIOGRAFIA CITADA NA SEÇÃO

RELAÇÃO AINDA PARCIAL

Nota: Como o sítio está em contínua atualização,  também esta bibliografia está. Não corresponde à bibliografia da pesquisa, mas tão somente àquela citada nos artigos deste sítio. Citações de sítios da internet estão, ainda neste momento, indicadas na própria página do artigo.

ARENDT, Hannah. A condição humana. Trad. Roberto Raposo. Rio de Janeiro: Forense, 2004 (1958)

BALZAC, Honoré de. Ilusões Perdidas. Trad. Leila de Aguiar Costa. São Paulo: Estação Liberdade, 2007. Continue Lendo “bibliografia citada na seção”

Atualizações e amadurecimento do projeto entre 13/01/2016 e 02/04/2017

ATUALIZAÇÕES E AMADURECIMENTO DO PROJETO ENTRE 13/01/2016 E 02/04/2017
Euler Sandeville Jr.

A partir de 02 de agosto de 2017 o conteúdo do sítio foi transferido para o endereço https://poeticasdapaisagem.wordpress.com/ atualmente desativado e o conteúdo disponibilizado em htt://nep.arq.br. O modelo de blog fez com que eu deixasse de anotar as transformações do projetos, mas fica este registro da evolução da inicial.

Esquema da referido divisão das esferas. · O Empíreo céu (de fogo), habitação de Deus e de toda os eleitos · 10 Décimo Céu, causa primeira · 9 Nono céu, cristalino · 8 Oitavo céu do firmamento · 7 Céu de Saturno · 6 Jupiter · 5 Marte · 4 Sol · 3 Venus · 2 Mercúrio · 1 Lua. Fonte: Peter Apian, Cosmographia, Antuépia, 1524 (fonte mencionada Edward Grant, “Celestial Orbs in the Latin Middle Ages”, Isis, Vol. 78, No. 2. (Jun., 1987), pp. 152-173.) Disponível em https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Ptolemaicsystem-small.png. Acesso em 30/01/2016. Continue Lendo “Atualizações e amadurecimento do projeto entre 13/01/2016 e 02/04/2017”

A paisagem natural tropical e sua apropriação para o turismo

A PAISAGEM NATURAL TROPICAL E SUA APROPRIAÇÃO PARA O TURISMO
Euler Sandeville Jr.
Pubicado em 2002 (cf. referência no final da página)

RESUMO
O capítulo A paisagem natural tropical e sua apropriação para o turismo contribui para elucidar significados da ‘natureza tropical enquanto elaboração da cultura, em uma perspectiva histórica. Discute mudanças de pensamento e comportamento frente à natureza na passagem do século, alertando para aspectos ideológicos das atuais formas de sua apropriação simbólica, sobretudo enquanto componente do produto turístico. A mercantilização da paisagem e de imagens da natureza subjuga seu caráter anárquico e selvagem, padronizando e institucionalizando sua vivência e comportamentos perante ela. O capítulo foi escrito com base em minha Tese de Doutoramento “As Sombras da Floresta. Vegetação, Paisagem e Cultura no Brasil” (SANDEVILLE JR. 1999)

O ano de 1492, com a rendição de Granada, simbolizou o fim do domínio mouro na Europa. Nesse mesmo ano partiu a expedição de Cristóvão Colombo para as Índias, após mais de dez anos de tentativas e descréditos. Continue Lendo “A paisagem natural tropical e sua apropriação para o turismo”

455557686971727477899601081215… mundos contemporâneos (ou depois do fim do mundo)

455557686971727477899601081215… MUNDOS CONTEMPORÂNEOS (OU DEPOIS DO FIM DO MUNDO)
Euler Sandeville Jr.
versão inicial 2007. Última atualização: 22/07/2017

Foto de folha de palmeira de Euler Sandeville (2010); Código de barras da Cultura, criado por Euler Sandeville (2007)

 

Esta seção do sítio ocupa-se principalmente de questões e eventos, de formas de ver e atuar, posteriores a 1945. A seleção das imagens procura, no caso da folha, possibilitar um leve efeito cinestésico ao olhar – você reparou? -, quando move a página para baixo e para cima. Preciso ver se ainda pode ocorrer em alta resolução, espero que sim. Com isso, um universo de significações, que não penso ser necessário esgotar aqui, é sugerido como um campo sensível e cognitivo ao visitante.

Logo abaixo, em continuidade à proposta de abertura desta seção, está situado em uma narrativa explícita com a folha da palmeira um código de barras muito especial. Coloca outras questões. É muito justo que abaixo dessa folha seja colocado um código de barras, se não mesmo um preço, o que não fazemos por aqui, mas é feito na base das relações contemporâneas. Essas duas imagens, com seu movimento na tela, embora sejam estáticas e com seu campo de significações próprio e entrelaçado, são como que um resumo aberto de A Natureza e o Tempo (o Mundo).

O que há de especial nesse código?  Continue Lendo “455557686971727477899601081215… mundos contemporâneos (ou depois do fim do mundo)”

mundos modernos

MUNDOS MODERNOS (O MUNDO CONTEMPORÂNEO ALARGADO)
Euler Sandeville Jr.
Julho de 2017 (definição da seção março de 2016, texto atualizado em fev. de 2018, basicamente propondo nova proposição da abrangência do período)

 

Neste sítio a seção Mundos Modernos abrange aproximadamente entre meados do século XVIII e meados do século XX, ou cerca de 1751, quando se publica a  Encyclopédie, ou dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers [1] a 1945 com o encerramento brutal da igualmente trágica II Guerra Mundial. Como sempre insisto, essas datas são apenas uma referência para uma aproximação das discussões, e são atravessadas necessariamente por outras possibilidades de periodização.

Esse período, se aceito com essas referências desses cerca de duzentos anos, fica demarcado por uma série de revoluções (1775 – 1783 a Revolução Americana, 1789-1799 a Revolução Francesa, pelas revoltas entre 1848-1871 culminando com a Comuna de Paris), indicando uma condição social nova, ou em profunda transformação. Publicações científicas colocaram no decorrer desse período as bases de uma nova interpretação do mundo e da natureza, da existência, sob a égide estrita da matéria, do social, do progresso e logo do acaso. A noção de progresso conduz já entrando no século passado marcos difíceis como as duas grandes guerras, a Revolução Russa (1917), as diversas formas de colonialismo, os grandes regimes totalitários, etc. Continue Lendo “mundos modernos”

visões artísticas da cidade e a gênese da paisagem contemporânea

VISÕES ARTÍSTICAS DA CIDADE E A GÊNESE DA PAISAGEM CONTEMPORÂNEA
Euler Sandeville Jr.
Versão inicial 2011. Publicado em 2013, ano 2012 (veja referência no final desta página)
Tema transversal (XVI-XX)

 

apresentação

Há várias abordagens para interpretar a cidade. Podemos pensá-la como morfologia e tipologia (SOLÁ- MORALES I RUBIÓ 1997, PANERAI et al. 1983), como dinâmicas ambientais (SPIRN 1995, HOUGH 2004), como estruturas urbanas que suportam as mais diversas práticas para produção, circulação e consumo (VILLAÇA 2001, LEFEBVRE 2001), como espaços da vida, da intersubjetividade e espaços de poder (CALDEIRA 1984, VOGEL e SANTOS 1985), como normatização e regulamentação (MEIRELLES 1981), como história (SICA 1981, BENEVOLO 1983), como espaços de transgressão (DÉBORD 1999) e assim por diante. Esses recortes temáticos revelam intencionalidades e posicionamentos que são espaciais, sociais, políticos, e se desdobram na seleção de procedimentos interpretativos e descritivos.

Mas a dimensão sensível da cidade, e da paisagem (CAUQUELIN 2007), aninha-se existencial em sua arquitetura, nos seus espaços lúdicos, nos espaços de convivência e trabalho, nas práticas que os geram para neles se abrigarem, transformando-os. Essa arquitetura da cidade não é apenas visualidade e funcionalidade, nem é apenas economia e política; é experiência, é significada no vivido. O sentido da cidade se dá em suas práticas, nas heranças que abrigam, nas temporalidades em que se constrói a paisagem como lugar, obra histórica e social coletiva, e como múltiplas formas de estar com outros e consigo mesmo (SANDEVILLE JR. 2004, 2005, 2010). É sempre uma cidade que poderia ter sido outra, geralmente melhor em sua qualidade, resultante de nosso trabalho e de nossas decisões. É, portanto, também uma cidade em gestação, que ainda pode ser outra.

alguns aspectos da nossa cidade-arte sensível: fragmentos paisagísticos da paisagem Continue Lendo “visões artísticas da cidade e a gênese da paisagem contemporânea”