Destacado

“Imagino na entrada das universidades um monumento aos alunos sem nome dos ciclos básicos. Seguramente acompanhado do monumento aos professores sem nome. Estas são pessoas muito importantes, às quais não se dá importância alguma, senão quase que só numérica, no país. Esse monumento tem muita razão de ser, e é invisível, como os humanos aos quais é dedicado. É construído com ideias e afetos, com ações e experimentações. Tem uma espacialidade que se estende como uma respiração através de todos os meandros da instituição, reanimando as pessoas que estão sedentas de ar puro. Não com matéria, nem certificados, nem com registros. É criado animado por um espírito livre, como um sopro quase imperceptível, como passa imperceptível a multidão à qual se refere (dezenas de milhões!). Este monumento sem nome, deve nos lembrar uma espiral em busca da sua verdade com e diante dos outros, solidária: aprendizado.” (Euler Sandeville Jr. Paisagens Partilhadas. São Paulo: Tese de Livre  Docência, FAU USP, 2011).

Bem-vindo ao sítio do Núcleo de Estudos da Paisagem (NEP), da Espiral da Sensibilidade e do Conhecimento e de A Natureza e o Tempo (o Mundo) e de outras atividades de ensino e pesquisa sob responsabilidade de Euler Sandeville Jr. (FAU USP). Os trabalhos são concebidos a partir dos princípios da Espiral da Sensibilidade e do Conhecimento (2002), da proposição da Paisagem como Experiências Partilhadas e Socialmente Produzidas (concebida a partir de 1981) e de estudos em História da Cultura e da Paisagem (a partir de 1981).

Entre outros projetos, destaco Paisagens Partilhadas e a Universidade Livre e Colaborativa, voltados para processos coletivos e solidários de construção de conhecimentos e solução de problemas e, na área da História da Cultura e da Paisagem, destaco entre outros As Sombras da Floresta. Vegetação, Paisagem e Cultura no Brasil (1993-1999, que tem continuidade em Representações da Natureza e da Cidade no Brasil) e o projeto A Natureza e o Tempo (o Mundo) (desenvolvido a partir de 2016).

Nossas ênfases atuais estão definidas em duas linhas de pesquisa, envolvendo pesquisadores de graduação a pós-graduação e colaboradores externos :

1.Arte, Natureza e Cidade. História da Cultura e da Paisagem (Representações e Poéticas)

2. Paisagem, Cultura e Participação Social: Processos Colaborativos de Construção de Conhecimentos

Figura 1: percurso docente para construção do NEP e suas etapas. Continuar lendo

PLANOS DE BAIRRO E PARTICIPAÇÃO NA LÓGICA DE TRANSFORMAÇÃO URBANA DE SÃO PAULO

PLANOS DE BAIRRO E PARTICIPAÇÃO NA LÓGICA DE TRANSFORMAÇÃO URBANA DE SÃO PAULO

Euler Sandeville*, 2013

Intervenções regionais x bairros periféricos

A primeira coisa a se considerar é que a cidade passa por um momento novo. Ao se observar a última década, há certa modificação de sua estrutura, através de investimentos públicos de grande porte, como o Rodoanel e o investimento em transporte público, como as novas linhas de metro. Esses novos investimentos criam vantagens de localização em áreas que até então ficavam afastadas. Antes, havia uma concentração desses investimentos na área central, mas agora operações urbanas, obras viárias e obras de infraestrutura indicam uma mudança nos investimentos públicos. O problema é que está vindo atrelado a investimentos privados e a interesses corporativos de segmentos empresariais na cidade, à manipulação da participação, à remoção de imensos contingentes sem provisão habitacional, à desconsideração de questões ambientais e locais, a uma visão fragmentada dos investimentos no urbano.

Outro fator é a determinação e associação do capital privado em relação ao poder público. Regiões periféricas que não eram atrativas de investimento privado se tornaram, seja no negócio das empreiteiras, seja em novas formas de financiamento. Abriram-se linhas de créditos tanto para investimentos públicos quanto direcionados para o consumo da população de média e baixa renda, e acredito que o “Minha Casa, Minha Vida” é um dos exemplos do que estou dizendo. Gera emprego e consumo, dá vazão ao capital imobiliário. Essa situação altera a planta de valores nas regiões periféricas criando a possibilidade de investimentos e novas localizações.

O impacto não é somente em uma escala. O Rodoanel contornado a cidade e conectando todas as suas vias, por exemplo, cria ligações industriais ou de entrepostos de logística, ou também de habitação de alta renda e condomínios fechados. Mas não cria acessibilidade para população de baixa renda. A acessibilidade que cria entre as auto-estradas tem um efeito no espaço da “Macrometrópole”, mas não conecta moradia e emprego através do transporte público, por exemplo. A par dessas escalas regionais também possui impactos locais, como a remoção da população de baixa renda, gerando graves problemas ambientais e desarticulação de estruturas locais. Em nossas pesquisas, encontramos pessoas removidas pela terceira vez ou até mais devido a obras públicas. Esta população está sob grande vulnerabilidade social e sempre começando de novo, em um outro lugar. Não há nem dinheiro nem cuidado social para essa população em situação de fragilidade, são tratadas como um custo da operação.

As dinâmicas regionais, quando observadas em escala local, assumem formas que não são vistas à distância por técnicos e investidores. Esses processos têm uma complexidade e uma interdependência muito grande, e precisamos reaprender a olhar e atuar na cidade. É necessário sermos capazes de relacionar as escalas, e reconhecer essas pessoas. Digo aos meus alunos que se um arquiteto risca no papel, embaixo pode ter alguém gritando, e ninguém está ouvindo. Frequentemente, aquele conjunto de pessoas sabe outras soluções para os problemas locais, mas não é ouvido pela ausência de diálogo que acompanha os processos de decisão.

Hoje, no momento em que todos esses fatores vigoram, há também um processo de revisão de todos os instrumentos de gestão da cidade. No plano institucional há a revisão do Plano Diretor Estratégico (PDE), Plano de Metas, e na sequência haverá a Lei de Uso e Ocupação do Solo, Planos Regionais Estratégicos (PRE) e a criação de conselhos. Portanto, há uma sobreposição de estruturas, todas elas em intenso movimento, e todas num prazo muito curto. Vemos o Plano Diretor sendo refeito num prazo quase imediato, que é o prazo político e que não permite um processo participativo como deveria ter.

Participação e Plano de Bairro

A primeira coisa a observar é que não há um processo, nem protagonismo da Prefeitura, na atual discussão de Planos de Bairro. Há uma diversidade grande de possibilidades se anunciando, inclusive com forte influência de setores como Federação do Comércio, SENAC e vereadores. Aqui vou me ater ao de Perus, que é o único até agora finalizado e encaminhado pela Câmara. Ele é uma peça muito complexa, difícil de ler até no âmbito técnico. Existem inúmeros fatores positivos, mas excedem os que mereceriam um questionamento mais frontal.

A primeira coisa a se entender do plano de bairro de Perus é que ele não é um plano de bairro. Na verdade é um plano de distrito. Os bairros de Perus foram reunidos sobre uma outra unidade chamada de Unidade Ambiental de Moradia e elas são articuladas na perspectiva do distrito. A Subprefeitura de Perus conta com dois distritos, Perus e Anhanguera. O plano de bairro é o do distrito de Perus, o que já é um problema: segmentar os dois distritos, e invadir competências que não seriam da escala local (bairro); portanto, de fato está operando é na escala dos Planos Regionais Estratégicos, sem o aparato para isso.

O ideal seria esperar os desdobramentos da revisão dos instrumentos mais amplos como o PDE também tramitando na Câmara, para depois analisar esses outros e novos instrumentos. Como é que você vai aprovar planos de bairro se a peça máxima da cidade está sendo resolvida, revista. Então isso funciona como um artifício. Você tem um PDE, e o plano de bairro está em contradição com esse plano estratégico. Portanto, está instaurada uma situação em que o Plano de Bairro é utilizado como meio de revisar o PDE e o PRE anterior, ignorando os meios e as escalas necessárias para se atingir essa dimensão; com isso, esta peça acaba mesclando indevidamente questões de ordem regional com questões de âmbito local.

Na hora que o plano de bairro cria alguns anéis na escala do distrito, localiza terminais e outros equipamentos de grande porte, ele se insere nessa lógica que não é local. Está criando vantagens locacionais inclusive em áreas de investimento imobiliário que não são sequer locais, se considerarmos a articulação dos projetos sugeridos com a Bandeirantes e a Anhanguera, além de estar no entrocamento do Rodoanel. Estas questões deveriam ser tratadas no PDE e no PRE. Percebe-se, pois, que o plano de bairro dribla a situação e insere questões de implicações regionais sem os estudos dessas outras escalas. Fica a dúvida a que interesses está favorecendo, na medida em que, claramente, há interesses imobiliários em jogo em alguns desses trechos.

Outra questão fundamental é que teremos elaborar pelo menos 90 planos de bairros (Distritais), tendo em vista que a cidade possui por volta de 30 subprefeituras e todas elas são divididas em distritos. Planos de bairros como esse tem um custo muito alto. Esse valor, multiplicado pelo número de distritos de São Paulo, é enorme, sem contar os outros planos setoriais e os PRE previstos. Como se enfrentará essa demanda de recursos quando existem necessidades tão básicas a serem diagnosticadas e atendidas? Haveria que haver uma previsão de como isso irá ser enfrentado no município. Evidentemente a discussão do planejamento local precisa ser revista, a par de uma reforma já tardia das Subprefeituras. Nesse sentido, encaminhamos uma série de propostas alternativas ao Plano Diretor, como criação dos Núcleos Regionais de Planejamento, a integração dos diversos conselhos de representantes em um fórum regional, meios de articulação entre as diversas escalas e entre os órgãos setoriais e concessionárias, entre outras recomendações (disponíveis no portal http://espiral.net.br).

Além disso, nesse momento as pessoas participam de inúmeros fóruns e plenárias, o que as sobrecarregam: é preciso ir em vários conselhos para representar suas opiniões. Essas instâncias participativas são um enorme avanço em relação ao ainda recente período autoritário, mas elas não estão funcionando a contento. A população não recebe apoio técnico para analisar as pautas, nem mesmo tem acesso a elas, geralmente é pega de surpresa no processo. Geralmente é convidada a opinar nas fases de levantamento e recebe depois em uma plenária um projeto já fechado, não tem de fato interlocução no processo decisório. Isso não é um processo participativo real, a população é chamada a participar apenas de eventos muito organizados, dinâmicas fechadas, frequentemente com pautas e estratégias já construídas. Parece ter ocorrido exatamente isso no caso do Plano de Bairro e do Parque Linear Perus (este último pude acompanhar o processo e posso asseverar essa afirmação). Além de não ser o momento de se aprovar essa peça na Câmara, até o momento desta conversa não foi retirado o projeto. O atual sistema de participação, que não é participativo e sim consultivo, seus fundamentos e razões de seus desvios, merece uma conversa à parte, que não cabe aqui, mas necessário para o desenho de um sistema digno de gestão da cidade.

O argumento de que houve um processo participativo não se justifica, como já exposto, já que é um processo questionável. No caso de Perus, há demandas que começaram a ser formuladas há 40 anos, e movimentos organizados sobretudo na última década, que postularam propostas não contempladas adequadamente no plano de bairro, apesar de virem de uma discussão local bastante sólida. Enfim, o plano não está respondendo bem a esses fatores.

Do ponto de vista da forma (no sentido jurídico) também é inadequado: é um relatório técnico com inúmeras impertinências enquanto projeto de lei. Por exemplo, o plano define como deve ser uma calçada, mas não apenas estabelece parâmetros genéricos, como define o desenho da calçada. Isso não pertence a um projeto de lei: a orientação, a diretriz seria pertinente, mas o desenho e seus detalhes não podem ser matéria de lei. Isso pode causar problemas futuros de gestão, porque o bairro é dinâmico, em cinco anos as necessidades mudam. Há vários equívocos.

Há um exagero e uma apropriação partidária e econômica por diferentes interesses na discussão atual de planos de bairro, que não são o melhor instrumento nem o único para esse fim. O Plano Diretor é uma peça longamente elaborada, do ponto de vista político, que conta com interesses políticos e sociais que estão em tensão na cidade, em cima de uma base técnica de discussão. Depois, há a escala de planejamento regional, mais do que necessária. Essas peças são técnicas, políticas e difíceis de serem elaboradas, e ainda precisam de aprovação em forma de lei, que depois engessa. O Bairro é uma realidade diferente dessa, apresenta necessidades imediatas do cotidiano, que precisam de outro enfrentamento: de gestão. O bairro é dinâmico e os recursos são escassos, questões locais não deveriam ser matéria normativa. Na minha opinião, ela devia ser enfrentada através de processos participativos diretos de gestão e ação.

O que precisa é uma estratégia de gestão local. Essa estratégia deve ser aprovada em documentos, mas também ser produzida continuamente. Talvez a questão mais importante que eu queira salientar seja essa: o plano de bairro, ainda que possível, é um instrumento caro e insuficiente para gestão estritamente local do bairro, que necessita muito mais de diálogo amplo com as instâncias de decisão, de interlocução com os setores técnicos e de sua articulação, de participação nas decisões de orçamentos, projetos e monitoramento da qualidade dos serviços.

Propostas alternativas

Então, sem uma mudança da estrutura de gestão local não adianta falar em plano de bairro. É importante que a gestão local tenha contato face-a-face com a população, além de preparo para o diálogo técnico e o conhecimento de orçamentos. Os planos multiplicados aos detalhes criam um “estado permanente de elaboração de planos”, de “possibilidades de” sem chegar aos “meios para”, e isso é muito problemático. Há uma fantasia sobre as possibilidades do plano ainda na nossa cultura. Eles são necessários, mas deviam priorizar alguns instrumentos como a questão social da propriedade, dos trechos de interesse social e cultural, áreas ambientais, circulação, etc. É uma peça que precisa haver, mas muitas vezes as decisões não virão dessa peça. Portanto, não adianta multiplicar os planos, mas criar mecanismos eficientes de participação direta e de gestão local.

Daí uma coisa que é muito importante e teria que ter no PDE em discussão é: o que esse plano diretor atual pode oferecer de melhor para a cidade? Na minha opinião, pode oferecer a perspectiva de um sistema participativo e de gestão de fato mais participativa e descentralizada, bem como articulação dos setores e serviços, capaz de ser elaborada nos próximos anos. Pensar o PDE nessa direção poderia criar uma primeira experiência que superasse essa atual condição em que patinamos, para que se venha a gerar realmente um processo continuado de participação na cidade. Participação também é uma coisa que se aprende. Então a questão do Plano Diretor nesse momento seria definir uma nova estratégia de participação e uma nova estratégia de participação das instâncias locais. E uma nova forma de conceber a capacitação dos órgãos locais para atuarem com certa autonomia e capacidade técnica mesmo.

Perspectivas e possibilidades

Claro que nunca vamos resolver esse processo. As lutas nunca vão estar resolvidas. E as coisas que queremos avançar sempre vão depender de lutas entre interesses que são antagônicos. As vezes tem um interesse que é social – o que a sociedade sente como corpo social – e há interesses que são privados ou apropriação privadas desses interesses, mas que também geram economia e não podem ser pura e simplesmente desconsiderados. Aprender com esses embates é da natureza da cidade. Então a gente nunca vai superar isso. Temos, como arquitetos e profissionais que atuam no urbano e nas questões sociais e ambientais, de aprender com essa dimensão do real. Formar arquitetos para essa dimensão do real.

No entanto, resta um problema. Faz falta em nossa sociedade uma instituição com uma credibilidade maior. Uma das coisas que os movimentos na rua estão falando é que os partidos e instituições não têm a credibilidade que devem ter. As instituições não conseguem cumprir o papel de diálogo com a população, montadas de modo muito arcaico, não conseguem estabelecer a sua relação de diálogo e de confiança: seu papel público na cidade. Essa desconfiança difusa é muito negativa e não é superada por um ato normativo ou propagandístico como tem sido feito. Ela se supera por uma lenta aprendizagem. Aprendizagem não se dá por decreto, mas pela prática. Não podemos deixar de perceber que o modo como estamos avançando não está mais adequado. Sem contar que, nessa forma, o custo para cidade é alto e leva (intencionalmente?) as pessoas a homologar coisas que não entendem que estão homologando.

 

 

como citar
SANDEVILLE JR., Euler . Planos de bairro e participação na lógica de transformação urbana de São PauloRevista Contraste número 2, São Paulo: FAU USP, 2013.

 

 


*Professor do Grupo de Disciplinas de Paisagismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo
LABCIDADE – Laboratório Espaço Público e Direito à Cidade
Professor do Programa de Ciência Ambiental, do Instituto de Energia e Ambiente da USP

DA CIDADE AO BAIRRO E O BAIRRO NA CIDADE. ANOTAÇÕES PARA UMA CONVERSA. Conversa com movimentos e organizações na Igreja São Francisco, Ermelino Matarazzo, a convite do Pe. Ticão

DA CIDADE AO BAIRRO E O BAIRRO NA CIDADE. ANOTAÇÕES PARA UMA CONVERSA.
Conversa com movimentos e organizações na Igreja São Francisco, Ermelino Matarazzo, a convite do Pe. Ticão
Euler Sandeville Jr., 2015

 

como citar
SANDEVILLE JR., Euler . Da cidade ao bairro e o bairro na cidade. anotações para uma conversa
. Conversa com movimentos e organizações na Igreja São Francisco, Ermelino Matarazzo, a convite do Pe. Ticão. Núcleo de Estudos da Paisagem, on line, São Paulo, 2015. Disponível em https://nep.arq.br/2018/08/23/da-cidade-ao-bairro-e-o-bairro-na-cidade-anotacoes-para-uma-conversa-conversa-com-movimentos-e-organizacoes-na-igreja-sao-francisco-ermelino-matarazzo-a-convite-do-pe-ticao/, acesso em XX/XX/XXX

 

O presente texto apresenta em linhas gerais a criação dos Planos de Bairros na Cidade, dividido em 2 partes:

a definição de Planos de Bairro no Plano Diretor, que estabelece um parâmetro legal para sua elaboração e

algumas questões mais conceituais implicadas nessa discussão. Continuar lendo

AUP0569 – PLANEJAMENTO DE BAIRROS (PROGRAMA GENÉRICO)

AUP0569 – PLANEJAMENTO DE BAIRROS
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO DA USP
DISCIPLINA OPTATIVA
PROGRAMA REGISTRADO NO JÚPITER WEB DA USP

Créditos Aula: 4
Créditos Trabalho: 1
Carga Horária Total: 90 h
Tipo: Semestral
Ativação: 01/01/2015 Desativação:

Docente(s) Responsável(eis)

652370 – Euler Sandeville Junior

1259230 – Paula Freire Santoro

 

Clique aqui para ver o Plano de Ensino do segundo semestre de 2018.
O programa registra o campo da disciplina, porém você deve consultar o plano de Ensino para ver como será desenvolvida e oferecida a disciplina.

 

Objetivos da disciplina

Desenvolver a capacitação específica do arquiteto de atuar no planejamento participativo local, através da elaboração de planos de bairro, relacionando-os com as demais escalas de planejamento territorial, considerando aspectos sociais, culturais e ambientais e da gestão integrada e participativa de serviços e equipamentos públicos, bem como sua articulação com processos de planejamento e gestão democrática mais amplos. Continuar lendo

TERRITÓRIOS E PAISAGENS EDUCATIVAS: PLANEJAMENTO E PROCESSOS COLABORATIVOS NA PERIFERIA NOROESTE DA CIDADE DE SÃO PAULO.

Territórios e Paisagens Educativas: planejamento e processos colaborativos na periferia noroeste da cidade de São Paulo.

Núcleo de Estudos da Paisagem. Coord. Prof. Dr. Euler Sandeville Jr., FAU USP

  1. Resumo

O projeto visa desenvolver estudos e mapeamentos em escalas locais e regionais nos Distritos de Jaraguá, Anhanguera e Perus, onde o Núcleo de Estudos da Paisagem (NEP) desenvolve desde 2011 atividades integradas de ensino, pesquisa e extensão, dando origem a mestrados, cooperação com escolas, com movimentos e coletivos locais. Os trabalhos já resultaram na criação de instrumento urbanístico, cooperação na defesa de patrimônio histórico na região, nos esforços de regulamentação de terra indígena da aldeia no Jaraguá, sendo que a região inclui ainda importantes parques naturais e urbanos (Jaraguá, Anhanguera, limites da Cantareira, em uma área de vulnerabilidade ecológica), pequenos remanescentes importantes para conectividade entre esses parques, entre outros valores de grande importância. O Distrito de Perus foi o primeiro de São Paulo a ter estudos para os Planos de Bairro, agora previstos como instrumento urbanístico no Plano Diretor Estratégico (PDE) de 2014. A lenta construção do Rodoanel na região e a existência das rodovias Anhanguera e Bandeirantes, bem como da antiga estrada velha de Campinas, jogam um papel importante na estruturação e renovação urbana, trazendo projetos que estão em estudo, de alto impacto socioambiental (NESP S/A – Novo Entreposto de São Paulo, Ferroanel, em outros momentos equipamentos de destinação e tratamento do lixo de grande porte, terminais, projetos de loteamentos e parques lineares etc). O processo de urbanização e a previsão de grandes estruturas tende a ser desencadeador de danos ambientais e agravamento das condições de vida, com poucas compensações socioambientais, em uma região marcada desde os anos 1990 por urbanização de baixa renda e alta vulnerabilidade social.

A partir de 2018 iniciamos uma nova fase de processos colaborativos na região na qual retomamos os estudos em novos formatos e processos. Por um lado, cooperamos com os movimentos em torno da proteção da Fábrica de Cimento Perus, com a aldeia e com o movimento que se reorganiza a partir da experiência anterior para a regulamentação e gestão do Território de Interesse da Cultura e da Paisagem Jaraguá Perus (TICP-JP), criado no Plano Diretor de 2014 no âmbito das ações da Universidade Livre e Colaborativa desenvolvido pelo NEP em colaboração com movimentos, moradores e professores da região. Nessa nova fase, focamos em: 1) buscar relações de cooperação técnica e científica na construção desse Território e seu planejamento ambiental e urbano, especialmente com movimentos e órgãos públicos; 2) iniciamos um programa – “Construção do Território, Território Vivido” com o Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (CIEJA) Perus I (são cerca de 1300 alunos matriculados, dos quais 350 são imigrantes haitianos), aprovado no Projeto Político Pedagógico (PPP ) da unidade e pela Diretoria Regional de Educação Pirituba/Jaraguá, (DRE-PJ); 3) organizamos um grupo de estudos acadêmicos com ênfase em processos ambientais, educativos e culturais (em seu sentido antropológico) com pesquisadores em diálogo com essas comunidades e advindos também das escolas e movimentos da região. Continuar lendo

AUP0569 – PLANEJAMENTO DE BAIRROS, 2018b

AUP0569 – PLANEJAMENTO DE BAIRROS, 2018, segundo semestre
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO DA USP
DISCIPLINA OPTATIVA

PLANO DE ENSINO 2018
veja sempre a última atualização

Professor Euler Sandeville Jr.
Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (CIEJA) Perus I
link para este plano de ensino da disciplina
https://nep.arq.br/2018/07/10/aup0569-planejamento-de-bairros-2018b/

Projeto Construção do território, Território Vivido,
NEP CIEJA Perus, 
grupo de estudos do Núcleo de Estudos da Paisagem – NEP sobre o Território de Interesse da Cultura e da Paisagem Jaraguá Perus – TICP JP
colaboração com movimentos sociais que desenvolvem o TICP Jaraguá Perus.

A disciplina é aberta à participação de moradores.
Clique aqui para ver o programa geral da disciplina↑.

Conteúdos

É prevista a análise crítica da concepção de Planos de Bairro (instituídos no PDE 2014), bem como o Plano de Bairro de Perus, atualmente o único existente na cidade e as propostas de sistematização elaboradas pela Federação do Comércio, colocando em questão as metodologias participativas de diagnóstico e gestão local. Os bairros previstos para desenvolvimento são o Recanto dos Humildes e Jardim da Conquista. Apesar do foco local, será importante a compreensão das lutas sociais históricas da região e o impacto de grandes projetos, potencializados pelas conexões do Rodoanel, a possível ida do Ceasa (NESP) e do Ferroanel para as imediações da área de estudo, entre outras dinâmicas em curso, como o projeto do Parque linear contíguo à área de estudo cuja audiência pública aconteceu em junho. Toda a produção da disciplina se assenta no diálogo com moradores, professores e ativistas locais buscando construir processos de conhecimento da realidade urbana e estudar as possibilidades de sua transformação social e colaborativa. Espera-se um processo de troca de conhecimentos e de aprendizagem conjunta, potencializando o encontro de diferentes saberes na elaboração de um diagnóstico da cidade vivida, potencialmente transformador, tendo a cidade como um espaço educativo, de construção da cidadania, indagando as potencialidades de gestão local em um contexto de reais necessidades sociais e de insuficiência da presença do poder público e suas políticas sociais. Nesse sentido, a habilidade na construção desses diálogos será decisivo para o alcance e desenho do processo pedagógico. Ao longo de todo o trabalho esperamos poder pensar a paisagem e o território como espaços educativos em uma perspectiva de aprendizagem colaborativa.

Cronograma previsto

É absolutamente fundamental que os participantes compreendam a importância dos processos dialógicos de aprendizagem e a participação nos dias de aulas externas, diferencial e razão de ser da disciplina. Do contrário, não se poderia pensar em um diagnóstico participativo. O cronograma proposto procura equilibrar as atividades de campo e de atelier, abrindo alguns dias para desenvolvimento dos trabalhos e para orientações, e maximizar as possibilidades de encontro e diálogo dos alunos com ativistas e moradores da região em estudo.


AGOSTO

sex 24/08 FAU 
APRESENTAÇÃO E AULA EXPOSITIVA. Dinâmica da disciplina, importância das aulas externas, TICP Jaraguá Perus. Aspectos ambientais, culturais e sociais. Megaempreendimentos previstos.


sex 31/08 FAU
APRESENTAÇÃO E AULA EXPOSITIVA. Planejamento e gestão descentralizada. Elaboração de metodologia da disciplina. 

material a ser utilizado

ROLNIK, Raquel (coord.); TORRES, Pedro (coord.). Ferramenta de avaliação de inserção urbana para os empreendimentos de faixa 1 do programa Minha Casa Minha Vida.↑ São Paulo: LABCIDADE/ITDP Brasil, 2014.

SANDEVILLE JR., Euler . Da cidade ao bairro e o bairro na cidade. anotações para uma conversa. Conversa com movimentos e organizações na Igreja São Francisco, Ermelino Matarazzo, a convite do Pe. Ticão. Núcleo de Estudos da Paisagem, on line, São Paulo, 2015. Disponível em https://nep.arq.br/2018/08/23/da-cidade-ao-bairro-e-o-bairro-na-cidade-anotacoes-para-uma-conversa-conversa-com-movimentos-e-organizacoes-na-igreja-sao-francisco-ermelino-matarazzo-a-convite-do-pe-ticao/↑, acesso em 23/08/2018.

DUARTE, Jorge Carlos Silveira (org.). Plano de desenvolvimento do bairro: uma metodologia participativa↑. São Paulo: FECOMERCIO, 2013.

 


SETEMBRO

sex 07/09 SEMANA DA PÁTRIA

sex 14/09 PERUS
PEA I+ Disciplina. Apresentação dos professores e alunos do CIEJA Perus I e parceiros do movimento pelo TICP JP e pela Reapropriação da Fábrica de Cimento Perus: Visões da cidade (do bairro). Algumas características dos bairros em estudo, com moradores convidados.

sex 21/09 PERUS
Diálogo com moradores.

sex 28/09 FAU
Dia reservado para trabalho em equipe: preparo do material e levantamento de dados da região, analisar plantas e imagens, realizar pesquisas.

sab 29/09 PERUS
CAMPO I. manhã e tarde, conhecendo o bairro e a região


OUTUBRO

sex 05/10 FAU
ATELIER. Análise e espacialização dos dados. Compreensão das escalas implicadas nos processos.

sex 12/10 DIA DA CRIANÇA

sex 19/10 FAU
ATELIER. Seminário de Andamento I.

sex 26/10 FAU
Dia reservado para trabalho em equipe: preparo do material e levantamento de dados da região, analisar plantas e imagens, realizar pesquisas.
[PEA 1 só CIEJA]

sab 27/10 PERUS
CAMPO II. Verificação dos dados e das análises em campo, diálogos com moradores.


NOVEMBRO

sex 02/11 FINADOS

sex 09/11 FAU
ATELIER. OFICINA SOBRE DIAGNÓSTICO E DIRETRIZES

sex 16/11 REPÚBLICA. RECESSO ESCOLAR

sex 23/11 FAU
ATELIER. OFICINA SOBRE DIAGNÓSTICOE DIRETRIZES.

sex 30/11 PERUS
PEA 1 + DISCIPLINA APRESENTAÇÃO DOS ALUNOS AO CIEJA E MORADORES


DEZEMBRO

sex 07/12 FAU
ATELIER. REVISÃO E ORIENTAÇÃO PARA FECHAMENTO.

sex 14/12 LIVRE
[PEA 1 só CIEJA]

sab 15/12 PERUS
TARDE ALTERNATIVA PARA APRESENTAÇÃO PÚBLICA (FINAL) – a confirmar

sex 21/12 ENTREGA FINAL (NA SECRETARIA)

 


 

Estratégia da disciplina no segundo semestre de 2018

A disciplina será realizada no segundo semestre sobretudo às sextas e sábados (veja coronograma previsto), tendo como área de estudos os bairros Recanto dos Humildes e Jardim da Conquista, em Perus. São bairros periféricos, sujeitos a severos indicadores de vulnerabilidade social, com lutas por moradia, educação e saúde, entre outras. Está no contexto de grandes impactos, fazendo fronteira com o Aterro Bandeirantes (desativado por lutas dos moradores), com o Rodoanel, com o parque Linear Ribeirão Perus (em licitação), e nas imediações de potenciais megaprojetos como o NESP e o Ferroanel, e de pressões por novos loteamentos em decorrência do incremento das dinâmicas urbanas. Os bairros estão ainda bastante próximos da Fábrica de Cimento Perus e outros bens tombados a partir das demandas de movimentos sociais locais que lutam por sua preservação e transformação em uso público por mais de 30 anos.

O eixo central da disciplina está em torno da compreensão da construção social do território, e seu estudo como território vivido, através do diálogo com moradores, em uma perspectiva de educação para a cidade. A disciplina conta com a participação de professores, moradores e movimentos locais de Perus. Terá como finalidade um diagnóstico propositivo a ser realizado de modo participativo com moradores, inclusive importante contingente de imigrantes haitianos. Visa contribuir para a estruturação do Território de Interesse da Cultura e da Paisagem Jaraguá Perus no trecho em questão.

Os Territórios de Interesse da Cultura e da Paisagem foram criados no Plano Diretor de 2014, a partir de ações desenvolvidas na região Jaraguá Perus no programa Universidade Livre e Colaborativa realizada conjuntamente pelo NEP e movimentos da região (Quilombaque, projeto Coruja, aldeia Jaraguá e outros), e por colaboração com movimentos culturais da região Paulista Luz, entre eles o movimento Belas Artes, tendo resultado a criação do instrumento e desses dois TICPs na cidade. Atualmente desenvolvemos o projeto “Construção do Território, Território Vivido” e o grupo de trabalho e pesquisa em cooperação com os movimentos pela construção do Território Jaraguá Perus.

É organizada no âmbito do projeto “Construção do Território, Território Vivido” a partir de uma parceria do Núcleo de Estudos da Paisagem (NEP) com o Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (CIEJA) Perus I, visando uma construção coletiva entre universidade, escola e moradores para potencializar a capacidade interpretativa dos processos urbanos e ambientais. Dá continuidade ao projeto “Universidade Livre e Colaborativa”, realizado na região Perus-Anhanguera-Jaraguá entre 2011 e 2016, com participação de coletivos de cultura, de educação, indígenas e moradores da região mencionados acima. Desse trabalho resultou a criação do “Território de Interesse da Cultura e da Paisagem (TICP) Jaraguá Perus” em 2014.

Alguns links que podem interessar:

 

Imagem do Jardim da Conquista/Recanto dos Humildes, Perus, SP. Campo da oficina do Núcleo de Estudos da Paisagem com professores do CIEJA de elaboração do projeto “Construção do Território, Território Vivido”, 2018. Foto: acervo do projeto.

Território de Interesse da Cultura e da Paisagem Jaraguá Perus (TICP-JP), aprovado no Plano Diretor de 2014, criado por proposição do Núcleo de Estudos da Paisagem e movimentos de Cultura e Educação de Perus, Quilombaque, Projeto Coruja no programa Universidade Livre e Colaborativa. Na imagem acima, conforme foi inserido nas estratégias regionais dos Planos Regionais, 2016.

referências de apoio 1

CAMPOS FILHO, Cândido Malta. Reinvente seu bairro: caminhos para você participar do planejamento de sua cidade. São Paulo: Editora 34, 2003.

CAMPOS FILHO, Cândido Malta. Evolução dos Conceitos de Planejamento das Cidades refentes a Cidade de São Paulo. AUP-266 – planejamento Urbano Estratégico. Roteiro para exposição feito pelo Professor Cândido Malta Campos Filho em março de 2003↑. São paulo: mimeo, 2013

MENEZES, Ulpiano Bezerra de. A paisagem como fato cultural. In: YÁZIGI, Eduardo (org). Turismo e Paisagem. São Paulo: Contexto, 2002, pg. 65 a 82.

SANDEVILLE JR., Euler . Planos de bairro e participação na lógica de transformação urbana de São PauloRevista Contraste número 2, São Paulo: FAU USP, 2013.

SANDEVILLE JÚNIOR, Euler; FERNANDES, Gabriel de Andrade; BORTOTO, Regina Célia Soares. Universidade livre e colaborativa em Perus: uma experiência didático-pedagógica de aprendizagem colaborativa↑. In: Arquitectura y calidad socioambiental en ciudades del Cono Sur=Arquitetura e qualidade socioambiental nas cidades do Cone Sul[S.l: s.n.]. Organização: Luis Muller e Maria Lucia Refinetti Martins. (Org.). São Paulo; Buenos Aires: FAU USP (Brasil) e FADU UNL (Argentina), 2016, v. , p. 135-147.

SANDEVILLE JR., Euler; MANFRÉ, Eliane. Cultura e Paisagem, uma nova perspectiva no tecido urbano↑. São Paulo: Observatório das Metrópoles, 2014.

SANDEVILLE JUNIOR, Euler . Paisagens e métodos. Algumas contribuições para elaboração de roteiros de estudo da paisagem intra-urbana↑. Paisagens em Debate, FAU.USP, v. 2, p. 1, 2004.

SINGER, Paul. Movimentos de bairro. In São Paulo: o povo em movimento. Org. Paul Singer e Vinícius Caldeira Brant. 4a ed. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, CEBRAP, 1983, pág. 83 a 107.

referências de apoio 2

ARANTES, Antonio A. A guerra dos lugares. Sobre fronteiras simbólicas e liminaridades no espaço urbano. Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional p. 191-203.

ELIAS, Norbert; SCOTSON, John L.. Os estabelecidos e os outsiders. Sociologia das relações de poder a partir de uma pequena comunidade. Trad. Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 2000 [1964], Introdução. Ensaio teórico sobre as relações estabelecidos-outsiders, p 19-50.

FONSECA, Claudia; BRITES, Jurema (Orgs). Etnografias da Participação. Santa Cruz do Sul, RS: EDUNISC, 2006.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

VOGEL, Arno; SANTOS, Carlos Nelson F. dos (coord). Quando a rua vira casa. Apropriação de espaços de uso coletivo em um centro de bairro. Rio de Janeiro: IBAM, 1985, 3a ed. [pesq. 1979], p 11-54, 65-110, 127-142.

Avaliação

Será considerada a efetiva participação e colaboração dos alunos nas atividades desenvolvidas. Espera-se trabalhar em uma perspectiva colaborativa tanto nas dinâmicas internas da turma, de levantamento, leituras, interpretação e elaboração do material cartográfico, como em sua relação com parceiros externos e moradores.

Será considerada a frequência e participação, que deve indicar a compreensão da postura dialógica com outros atores sociais externos à universidade, em especial moradores de baixa renda, a colaboração na organização dos trabalhos e estudos, a qualidade dos produtos resultantes, inclusive seminários e oficinas intermediárias e apresentação pública, bem como a qualidade dos textos e partes gráficas do dossiê final da disciplina, que será disponibilizado aos parceiros e eventualmente a órgãos da administração pública.

 

Bibliografia

Uma bibliografia é indicada como referência nas aulas. Para a bibliografia programática da disciplina veja no Programa clicando aqui↑.

 

LINHA DE PESQUISA E AÇÃO: HISTÓRIA DA CULTURA E DA PAISAGEM

ARTE, NATUREZA E CIDADE. HISTÓRIA DA CULTURA E DA PAISAGEM: REPRESENTAÇÕES EPOÉTICAS (linha de pesquisa docente, 2001-em curso)

Esta página foi movida para http://anaturezaeotempo.net.br/2018/06/15/pesquisa/ ↑

 

 

LINHA DE PESQUISA E AÇÃO: PROCESSOS COLABORATIVOS E AÇÕES EDUCATIVAS

PAISAGEM, CULTURA E PARTICIPAÇÃO SOCIAL: PROCESSOS COLABORATIVOS DE CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTOS E AÇÕES EDUCATIVAS (linha de pesquisa docente, 2001, em curso)

Corresponde à linha de pesquisa e ação do NEP: Processos Colaborativos e Ações Educativas

As pesquisas e ações se organizam na aprendizagem colaborativa a partir de fundamentos éticos e sensíveis propostos nos princípios e postulações da Espiral da Sensibilidade e do Conhecimento e na formulação de Conceitos e Métodos Participantes no Estudo da Paisagem, da Natureza e da Cidade, a partir da proposição das Paisagens como Experiências Partilhadas e Socialmente Construídas, reconhecendo suas tensões e contradições, evidenciando o drama humano que abrigam em sua dimensão histórica, ecológica e cultural. Tem como objetivo a concepção e participação em Processos Colaborativos de Aprendizagem em Ação para compreensão e transformação das paisagens em que vivemos, sobretudo com comunidades periféricas e escolas públicas. Continuar lendo

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