Destaque

“Imagino na entrada das universidades um monumento aos alunos sem nome dos ciclos básicos. Seguramente acompanhado do monumento aos professores sem nome. Estas são pessoas muito importantes, às quais não se dá importância alguma, senão quase que só numérica, no país. Esse monumento tem muita razão de ser, e é invisível, como os humanos aos quais é dedicado. É construído com ideias e afetos, com ações e experimentações. Tem uma espacialidade que se estende como uma respiração através de todos os meandros da instituição, reanimando as pessoas que estão sedentas de ar puro. Não com matéria, nem certificados, nem com registros. É criado animado por um espírito livre, como um sopro quase imperceptível, como passa imperceptível a multidão à qual se refere (dezenas de milhões!). Este monumento sem nome, deve nos lembrar uma espiral em busca da sua verdade com e diante dos outros, solidária: aprendizado.” (Euler Sandeville Jr. Paisagens Partilhadas. São Paulo: Tese de Livre  Docência, FAU USP, 2011).

Bem-vindo ao sítio do Núcleo de Estudos da Paisagem (NEP), da Espiral da Sensibilidade e do Conhecimento e de A Natureza e o Tempo (o Mundo) e de outras atividades de ensino e pesquisa sob responsabilidade de Euler Sandeville Jr. (FAU USP). Os trabalhos são concebidos a partir dos princípios da Espiral da Sensibilidade e do Conhecimento (2002), da proposição da Paisagem como Experiências Partilhadas e Socialmente Produzidas (concebida a partir de 1981) e de estudos em História da Cultura e da Paisagem (a partir de 1981).

Entre outros projetos, destaco Paisagens Partilhadas e a Universidade Livre e Colaborativa, voltados para processos coletivos e solidários de construção de conhecimentos e solução de problemas e, na área da História da Cultura e da Paisagem, destaco entre outros As Sombras da Floresta. Vegetação, Paisagem e Cultura no Brasil (1993-1999, que tem continuidade em Representações da Natureza e da Cidade no Brasil) e o projeto A Natureza e o Tempo (o Mundo) (desenvolvido a partir de 2016).

Nossas ênfases atuais estão definidas em duas linhas de pesquisa, envolvendo pesquisadores de graduação a pós-graduação e colaboradores externos :

1. História da Cultura e da Paisagem (Arte, Natureza e Cidade): Representações e Poéticas

2. Gestão e Poéticas da Natureza, Cidade e Paisagem: Processos de Aprendizagem e Construção Colaborativa de Conhecimentos

Figura 1: percurso docente para construção do NEP e suas etapas. Continue Lendo “”

Destaque
-“Pesquisar não é publicar em revistas indexadas.”
-“Como não, o que é então, a gente pesquisa para publicar.”
-“Pequeno gafanhoto, um gafanhoto sozinho é uma coisa, uma nuvem de gafanhotos é uma praga.”
-“Não entendi.”
-“Desculpa a brincadeira.”
-“… mas o que é pesquisar então?”
-“Pesquisar é antes de mais nada indagar a existência entre outros. Mas, do mesmo modo como estamos invertendo prioridades sociais, estamos invertendo o sentido das nossas práticas e anseios, tornando-os mensuráveis, quantitativos, categorizáveis e hierarquizados, o que não responde a perguntas essenciais do ensino, da aprendizagem, da construção de conhecimento, da formação ética, sensível e solidária porque estas não são mensuráveis, mas são vitais.”
-“hum… tá, não sei se vai dar para a gente publicar isso; ah! por que você me chamou de gafanhoto?”
Destaque

para navegar melhor

No menu superior você encontra uma página de abertura de cada seção, podendo acionar quase todo o conteúdo do sítio através dela. Esta opção tem a vantagem de oferecer a possibilidade de uma leitura dirigida do sítio, como um livro digital. Algumas dessas páginas disponibilizam um submenu, indicado por uma seta, permitindo acessar todos os posts na respectiva categoria (as categorias são indicadas pelo algarismo romano). Isso também pode ser feito pelo menu lateral. Para retornar à primeira página a qualquer momento clique no título do sítio ou na imagem principal do cabeçalho.

Ao utilizar material deste sítio, seja como referência, seja transcrevendo-o, solicito que cite adequadamente a fonte, e no caso de transcrição o trecho que vier a ser assim disponibilizado seja claramente demarcado. Além disso, fazendo assim, você ajuda o acesso ao trabalho que desenvolvo com alunos e outros colaboradores. Para facilitar, cada artigo apresenta no início ou ao seu final a forma de citação adequada. Basta copiá-la atualizando a data de visitação. Cada artigo tem também ao final créditos do material utilizado na página. Mais informações sobre este sítio Continue Lendo “para navegar melhor”

Destaque

MODELO DE CITAÇÃO DE ARTIGOS NESTE SÍTIO

SANDEVILLE JR., Euler. “[Título do Artigo]”. Núcleo de Estudos da Paisagem, on line, São Paulo, [Data indicada do artigo, se não houver: s/d]. Disponível em [endereço da página deste sítio] acesso em [data de acesso à página: DIA/MÊS/201X].

exemplo usando este post:
SANDEVILLE JR., Euler. “Modelo de citação de artigos neste sítio”. Núcleo de Estudos da Paisagem, on line, São Paulo, 2017. Disponível em https://nucleodeestudosdapaisagem.wordpress.com/2018/01/11/modelo-de-citacao-de-artigos-neste-sitio/ acesso em 11/01/2018.

Ao utilizar material deste blog consulte a LICENÇA DE USO. No final de cada página estará sendo disponibilizado o modo de citar o respectivo artigo ou post, formulário de contato, informações de busca como palavras-chave (Keyword), Resumo (Abstract), crédito de imagens destacadas etc.

Veja abaixo os posts mais recentes, ou navegue pelo menu o cabeçalho ou pelo menu lateral (em celulares geralmente no rodapé).


bibliografia citada na seção

BIBLIOGRAFIA CITADA NA SEÇÃO

RELAÇÃO AINDA PARCIAL

Nota: Como o sítio está em contínua atualização,  também esta bibliografia está. Não corresponde à bibliografia da pesquisa, mas tão somente àquela citada nos artigos deste sítio. Citações de sítios da internet estão, ainda neste momento, indicadas na própria página do artigo.

ARENDT, Hannah. A condição humana. Trad. Roberto Raposo. Rio de Janeiro: Forense, 2004 (1958)

BALZAC, Honoré de. Ilusões Perdidas. Trad. Leila de Aguiar Costa. São Paulo: Estação Liberdade, 2007. Continue Lendo “bibliografia citada na seção”

Atualizações e amadurecimento do projeto entre 13/01/2016 e 02/04/2017

ATUALIZAÇÕES E AMADURECIMENTO DO PROJETO ENTRE 13/01/2016 E 02/04/2017
Euler Sandeville Jr.

A partir de 02 de agosto de 2017 o conteúdo do sítio foi transferido para o endereço https://poeticasdapaisagem.wordpress.com/ atualmente desativado e o conteúdo disponibilizado em htt://nep.arq.br. O modelo de blog fez com que eu deixasse de anotar as transformações do projetos, mas fica este registro da evolução da inicial.

Esquema da referido divisão das esferas. · O Empíreo céu (de fogo), habitação de Deus e de toda os eleitos · 10 Décimo Céu, causa primeira · 9 Nono céu, cristalino · 8 Oitavo céu do firmamento · 7 Céu de Saturno · 6 Jupiter · 5 Marte · 4 Sol · 3 Venus · 2 Mercúrio · 1 Lua. Fonte: Peter Apian, Cosmographia, Antuépia, 1524 (fonte mencionada Edward Grant, “Celestial Orbs in the Latin Middle Ages”, Isis, Vol. 78, No. 2. (Jun., 1987), pp. 152-173.) Disponível em https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Ptolemaicsystem-small.png. Acesso em 30/01/2016. Continue Lendo “Atualizações e amadurecimento do projeto entre 13/01/2016 e 02/04/2017”

A paisagem natural tropical e sua apropriação para o turismo

A PAISAGEM NATURAL TROPICAL E SUA APROPRIAÇÃO PARA O TURISMO
Euler Sandeville Jr.
Pubicado em 2002 (cf. referência no final da página)

RESUMO
O capítulo A paisagem natural tropical e sua apropriação para o turismo contribui para elucidar significados da ‘natureza tropical enquanto elaboração da cultura, em uma perspectiva histórica. Discute mudanças de pensamento e comportamento frente à natureza na passagem do século, alertando para aspectos ideológicos das atuais formas de sua apropriação simbólica, sobretudo enquanto componente do produto turístico. A mercantilização da paisagem e de imagens da natureza subjuga seu caráter anárquico e selvagem, padronizando e institucionalizando sua vivência e comportamentos perante ela. O capítulo foi escrito com base em minha Tese de Doutoramento “As Sombras da Floresta. Vegetação, Paisagem e Cultura no Brasil” (SANDEVILLE JR. 1999)

O ano de 1492, com a rendição de Granada, simbolizou o fim do domínio mouro na Europa. Nesse mesmo ano partiu a expedição de Cristóvão Colombo para as Índias, após mais de dez anos de tentativas e descréditos. Continue Lendo “A paisagem natural tropical e sua apropriação para o turismo”

455557686971727477899601081215… mundos contemporâneos (ou depois do fim do mundo)

455557686971727477899601081215… MUNDOS CONTEMPORÂNEOS (OU DEPOIS DO FIM DO MUNDO)
Euler Sandeville Jr.
versão inicial 2007. Última atualização: 22/07/2017

Foto de folha de palmeira de Euler Sandeville (2010); Código de barras da Cultura, criado por Euler Sandeville (2007)

 

Esta seção do sítio ocupa-se principalmente de questões e eventos, de formas de ver e atuar, posteriores a 1945. A seleção das imagens procura, no caso da folha, possibilitar um leve efeito cinestésico ao olhar – você reparou? -, quando move a página para baixo e para cima. Preciso ver se ainda pode ocorrer em alta resolução, espero que sim. Com isso, um universo de significações, que não penso ser necessário esgotar aqui, é sugerido como um campo sensível e cognitivo ao visitante.

Logo abaixo, em continuidade à proposta de abertura desta seção, está situado em uma narrativa explícita com a folha da palmeira um código de barras muito especial. Coloca outras questões. É muito justo que abaixo dessa folha seja colocado um código de barras, se não mesmo um preço, o que não fazemos por aqui, mas é feito na base das relações contemporâneas. Essas duas imagens, com seu movimento na tela, embora sejam estáticas e com seu campo de significações próprio e entrelaçado, são como que um resumo aberto de A Natureza e o Tempo (o Mundo).

O que há de especial nesse código?  Continue Lendo “455557686971727477899601081215… mundos contemporâneos (ou depois do fim do mundo)”

mundos modernos

MUNDOS MODERNOS (O MUNDO CONTEMPORÂNEO ALARGADO)
Euler Sandeville Jr.
Julho de 2017 (definição da seção março de 2016, texto atualizado em fev. de 2018, basicamente propondo nova proposição da abrangência do período)

 

Neste sítio a seção Mundos Modernos abrange aproximadamente entre meados do século XVIII e meados do século XX, ou cerca de 1751, quando se publica a  Encyclopédie, ou dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers [1] a 1945 com o encerramento brutal da igualmente trágica II Guerra Mundial. Como sempre insisto, essas datas são apenas uma referência para uma aproximação das discussões, e são atravessadas necessariamente por outras possibilidades de periodização.

Esse período, se aceito com essas referências desses cerca de duzentos anos, fica demarcado por uma série de revoluções (1775 – 1783 a Revolução Americana, 1789-1799 a Revolução Francesa, pelas revoltas entre 1848-1871 culminando com a Comuna de Paris), indicando uma condição social nova, ou em profunda transformação. Publicações científicas colocaram no decorrer desse período as bases de uma nova interpretação do mundo e da natureza, da existência, sob a égide estrita da matéria, do social, do progresso e logo do acaso. A noção de progresso conduz já entrando no século passado marcos difíceis como as duas grandes guerras, a Revolução Russa (1917), as diversas formas de colonialismo, os grandes regimes totalitários, etc. Continue Lendo “mundos modernos”

visões artísticas da cidade e a gênese da paisagem contemporânea

VISÕES ARTÍSTICAS DA CIDADE E A GÊNESE DA PAISAGEM CONTEMPORÂNEA
Euler Sandeville Jr.
Versão inicial 2011. Publicado em 2013, ano 2012 (veja referência no final desta página)
Tema transversal (XVI-XX)

 

apresentação

Há várias abordagens para interpretar a cidade. Podemos pensá-la como morfologia e tipologia (SOLÁ- MORALES I RUBIÓ 1997, PANERAI et al. 1983), como dinâmicas ambientais (SPIRN 1995, HOUGH 2004), como estruturas urbanas que suportam as mais diversas práticas para produção, circulação e consumo (VILLAÇA 2001, LEFEBVRE 2001), como espaços da vida, da intersubjetividade e espaços de poder (CALDEIRA 1984, VOGEL e SANTOS 1985), como normatização e regulamentação (MEIRELLES 1981), como história (SICA 1981, BENEVOLO 1983), como espaços de transgressão (DÉBORD 1999) e assim por diante. Esses recortes temáticos revelam intencionalidades e posicionamentos que são espaciais, sociais, políticos, e se desdobram na seleção de procedimentos interpretativos e descritivos.

Mas a dimensão sensível da cidade, e da paisagem (CAUQUELIN 2007), aninha-se existencial em sua arquitetura, nos seus espaços lúdicos, nos espaços de convivência e trabalho, nas práticas que os geram para neles se abrigarem, transformando-os. Essa arquitetura da cidade não é apenas visualidade e funcionalidade, nem é apenas economia e política; é experiência, é significada no vivido. O sentido da cidade se dá em suas práticas, nas heranças que abrigam, nas temporalidades em que se constrói a paisagem como lugar, obra histórica e social coletiva, e como múltiplas formas de estar com outros e consigo mesmo (SANDEVILLE JR. 2004, 2005, 2010). É sempre uma cidade que poderia ter sido outra, geralmente melhor em sua qualidade, resultante de nosso trabalho e de nossas decisões. É, portanto, também uma cidade em gestação, que ainda pode ser outra.

alguns aspectos da nossa cidade-arte sensível: fragmentos paisagísticos da paisagem Continue Lendo “visões artísticas da cidade e a gênese da paisagem contemporânea”

A longa antiguidade dos mundos

A LONGA ANTIGUIDADE DOS MUNDOS
Euler Sandeville Jr.
Junho de 2017 (definição da seção março de 2016)

 

Esta seção cobre o longo período das chamadas Antiguidade Oriental, Clássica, Tardia e Alta Idade Média. Para sua abertura, entretanto, escolhi algumas imagens de um período em tese trabalhado na seção A Aurora na Neblina. Imagens em certo sentido desconcertantes, já que a descoberta no século XIX da arte parietal das cavernas suscitou grandes discussões, porque não se coadunava facilmente, em um primeiro momento, com o pensamento acerca da evolução biológica e sociocultural do homem. Continue Lendo “A longa antiguidade dos mundos”